O CAMPO-Em busca da força secreta do Universo-A Mente prolongada-Parte 2


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A MENTE PROLONGADA

“Você é o mundo.”~ Krishnamurti

Nas profundezas da floresta amazônica, os índios Achuar e Huaorani estão reunidos para um ritual cotidiano. Todas as manhãs, cada membro da tribo desperta antes do amanhecer, e quando se reúnem naquela hora crepuscular, enquanto o mundo explode na luz, compartilham seus sonhos. Não se trata simplesmente de um passatempo interessante, uma oportunidade para contar histórias: para os índios Achuar e Huaorani, o sonho não pertence apenas à pessoa que sonha, mas ao grupo, e a pessoa que sonha é sómente o instrumento do qual o sonho decidiu se apropriar para ter uma conversa com a tribo inteira. Eles encaram os sonhos como mapas para as horas em que estão despertos. E um prognosticador do que está por vir para todos. Nos sonhos, eles entram em contato com os ancestrais e com o resto do Universo. O sonho é a realidade. A vida desperta é a falsidade.A pessoa que sonha é o instrumento de um pensamento pedido emprestado, uma noção coletiva, presente nas vibrações microscópicas entre as pessoas que sonham. O estado de sonho é mais autêntico, pois mostra a conexão em grande destaque. O estado desperto de isolamento, com cada pessoa em um aposento separado, é o impostor, do ponto de vista dos índios do Amazonas. Uma das questões que surgiu nas pesquisas científicas, foi a natureza do domínio do pensamento. Se éramos capazes de influenciar as máquinas, essa constatação conduzia a uma pergunta óbvia: onde residem, com exatidão, os nossos pensamentos? Onde está precisamente a mente humana? A suposição habitual na cultura ocidental é que ela está localizada no cérebro. Mas se isso for verdade, como os pensamentos e as intenções poderiam afetar outras pessoas? Será que o pensamento está “lá fora”, em outro lugar? Ou existe de fato uma mente prolongada, um pensamento coletivo? Aquilo que pensamos ou sonhamos influencia alguma outra pessoa?

Havia uma grande quantidade de pesquisas sobre telepatia, como as experiências de Joseph Rhine com as cartas, bastante bem-sucedidas, usadas por Mitchell no espaço cósmico. Mais convincentes ainda tinham sido as experiências do Maimonides Medical Center no final da década de 1960, conduzidas em seu laboratório especial de pesquisas do sonho.Os pesquisadores Montague Ullman e Stanley Krippner haviam realizado inúmeras experiências, como a da pintura mexicana, para verificar se os pensamentos poderiam ser enviados e incorporados ao sonhos. O trabalho no Maimonides alcançara um êxito tão grande,  que ao ser analisado por um estatístico da Universidade da Califórnia, especialista em pesquisas psíquicas, a série total apresentou uma incrível taxa de precisão de 84%. A probabilidade de isso acontecer por acaso era de 250 mil para um.  Houvera até mesmo alguma evidência de que as pessoas podem sentir empáticamente a dor de outra. Um psicólogo de Berkeley chamado Charles Tart havia concebido uma experiência particularmente brutal, administrando choques elétricos a si mesmo para verificar se conseguiria “enviar” a sua dor e tê-la registrada por um receptor (uma outra pessoa), que estava ligado a máquinas que mediam os batimentos cardíacos, o volume do sangue e outras mudanças fisiológicas.  Tart descobriu que seus receptores ficavam cientes da sua dor, porém não em um nível consciente. Qualquer empatia que possam ter sentido, estava sendo registrada fisiológicamente por meio de um menor volume de sangue ou de uma palpitação mais acelerada, porém não de um modo consciente. Quando questionados, os participantes não tinham a menor idéia de que Tart estava recebendo os choques.  Tart também demonstrou que quando dois participantes hipnotizam um ao outro, eles experimentam intensas alucinações comuns. Eles afirmaram ter compartilhado uma comunicação extra-sensorial, na qual conheciam os pensamentos e sentimentos um do outro. Suas próprias  experiências tinham sido tão impressionantes e expressivas que o convenceram de que algo bem mais complexo do que as substâncias químicas estava em ação no cérebro – se é que essas coisas estavam acontecendo no cérebro.

O CANDIDATO PERFEITO AOS TESTES;O SISTEMA IMUNOLÓGICO

O sistema imunológico era uma entidade tão complexa que, em qualquer pesquisa da intenção humana, seria quase impossível quantificar o que havia mudado e quem era responsável pela mudança. Um candidato bem melhor eram os glóbulos vermelhos do sangue, as células chamadas eritrócitos ou hemácias. Quando as hemácias são colocadas em uma solução com os mesmos níveis salinos (sal) do plasma sanguíneo, suas membranas permanecem intactas e sobrevivem durante um longo tempo. Se acrescentarmos sal demais ou de menos à solução, as membranas das hemácias se enfraquecem e por fim arrebentam, fazendo com que a hemoglobina da célula se derrame na solução, um processo chamado “hemólise”. O controle da velocidade do processo frequentemente é uma questão de variar a quantidade de sal na solução. Como esta se torna mais transparente à medida que a hemólise continua, também podemos quantificar a velocidade do processo, medindo a quantidade de luz transmitida através da solução com um dispositivo chamado espectrofotômetro. Esse era outro sistema fácil de medir. Os cientistas decidiram recrutar alguns voluntários, colocá-los em uma sala distante e analisar se eles conseguiriam “proteger” essas células e impedir que elas se rompessem, reduzindo a velocidade da hemólise, depois de uma quantidade fatal de sal ter sido adicionada ao tubo de ensaio. Todas essas experiências foram bem-sucedidas.  Os voluntários  conseguiram proteger as hemácias em um grau significativo.

O DETETOR DE MENTIRAS

Estava tudo pronto para passar a lidar com seres humanos, mas precisava de um método que isolasse os efeitos físicos. O dispositivo perfeito para isso, como qualquer agente de polícia sabe, é aquele que mede a atividade eletrodérmica (EDA). Nos testes para detectar mentiras, a máquina capta qualquer aumento na condutividade elétrica da pele, que é causado pela intensificação da atividade das glândulas sudoríparas, que por sua vez são governadas pelo sistema nervoso simpático. Assim como os médicos conseguem medir a atividade elétrica do coração e do cérebro com os aparelhos de eletro- cardiograma (ECG) e eletroencefalograma (EEG), respectivamente, o detector de mentiras também pode registrar o aumento da atividade eletrodérmica. Leituras de EDA mais elevadas mostram que o sistema nervoso simpático, que governa os estados emocionais, está trabalhando em excesso. Isso indicaria estresse, emoção ou variações de humor – qualquer tipo de excitação intensificada -, algo que é mais provável acontecer quando alguém está mentindo. Essas respostas são com frequência chamadas de reações de “luta ou fuga”. Elas surgem e se tornam mais pronunciadas quando enfrentamos algo perigoso ou perturbador: o coração dispara, as pupilas se dilatam, a pele tende a ficar mais suada e o sangue escoa das extremidades e se dirige para os lugares do corpo onde é mais necessário. Fazer essas leituras pode nos oferecer uma medida da reação inconsciente, quando o sistema nervoso simpático está estressado antes mesmo que a pessoa que está sendo testada tenha consciência do fato. De maneira análoga, baixos níveis de EDA indicariam pouco estresse e um estado de calma, que é o estado natural das pessoas quando dizem a verdade. Os cientistas iniciaram a experimentação em humanos com o que se tornaria uma de suas pesquisas características: o efeito de sermos observados fixamente por alguém. Os pesquisadores da natureza da consciência apreciam particularmente o fenômeno porque ele é uma experiência extra-sensorial relativamente fácil de ser realizada. No caso da transmissão de pensamentos, muitas variáveis precisam ser consideradas quando se está tentando determinar se a reação do receptor é compatível com os pensamentos do emissor. No caso do olhar fixo, o receptor sente ou não o olhar. Na maioria dos casos, as pessoas que estavam sendo observadas exibiram uma atividade eletrodérmica significativamente mais intensa durante as sessões em que foram de fato observadas (59% contra os esperados 50%) — embora não estivessem conscientes do que estava acontecendo. Com o segundo grupo de participantes, Braud decidiu tentar algo diferente. Ele fez com que todos se conhecessem antes da experiência. Pediu-lhes que executassem uma série de exercícios que envolviam fitar os olhos de todos os demais e olhar atentamente uns para os outros enquanto conversavam. A idéia era reduzir qualquer mal-estar proveniente do fato de estarem sendo observados e também fazer com que travassem conhecimento entre eles. Quando esse grupo foi submetido à experiência, obtiveram resultados opostos aos dos testes anteriores. Os participantes estavam em seu estado mais calmo precisamente quando eram observados. A semelhança da Síndrome de Estocolmo, um distúrbio psicológico em que os prisioneiros começam a amar os seus carcereiros, as pessoas que estavam sendo observadas começaram a adorar ser observadas. De certa maneira, elas haviam se tornado viciadas nisso. Ficavam mais relaxadas quando estavam sendo observadas, mesmo a distância, e sentiam falta quando ninguém ficava olhando para elas.  Baseado nessas últimas experiências, Braud ficou ainda mais convencido de que as pessoas possuíam meios de se comunicar e reagir à atenção remota, mesmo quando não tinham consciência dela.  Assim como as pessoas que receberam os choques elétricos de Charles Tart, o participante que era observado não estava consciente de nada disso. A percepção ocorria apenas em um profundo nível subliminar.

Grande parte dessa pesquisa inspirou uma importante consideração: o grau em que a necessidade determina o tamanho do efeito. Tornou-se óbvio para Braud que os sistemas aleatórios ou aqueles com elevado potencial de influência poderiam ser afetados pela intenção humana. Mas o efeito era maior se o sistema precisasse mudar? Se era possível acalmar uma pessoa, seria o efeito mais exagerado em alguém que precisasse ser acalmado – alguém, digamos, com uma abundante energia nervosa? Em outras palavras, a necessidade conferiria à pessoa um acesso maior aos efeitos do Campo? Os indivíduos mais organizados — sob o aspecto biológico — seriam mais competentes para ter acesso a essas informações e levá-las à atenção de outras pessoas?

O MÉTODO CIENTÍFICO DA META ANÁLISE

A meta-análise é um método científico para avaliar se um efeito observado é real e significativo, reunindo os dados de um grande grupo de experiências individuais frequentemente discrepantes. Na verdade, ele combina experiências isoladas, que podem às vezes ser desprezadas por serem consideradas pequenas demais para que sejam consideradas definitivas, em uma experiência gigante. Embora a comparação de experiências de diferentes formas e tamanhos encerre problemas, ela pode nos dar uma ideia sobre a dimensão do efeito que estamos examinando.Os cientistas Schlitz e Braud haviam conduzido uma meta-análise com todos os estudos que conseguiram encontrar acerca do efeito da intenção sobre outras coisas vivas. Pesquisas realizadas no mundo inteiro tinham revelado que a intenção humana era capaz de influenciar bactérias, leveduras, plantas, formigas, camundongos e ratos, gatos e cachorros, preparações celulares humanas e a atividade das enzimas. Estudos realizados em seres humanos haviam mostrado que um grupo de pessoas conseguira interferir com sucesso no movimento dos olhos, nos movimentos motores amplos, na respiração e até mesmo nos ritmos cerebrais de outro grupo. Os efeitos eram pequenos, mas ocorriam sistemáticamente e tinham sido alcançados por pessoas comuns, recrutadas para experimentar essa habilidade pela primeira vez.No geral, de acordo com a meta-análise de Schlitz e Braud, as experiências apresentaram um índice de sucesso de 37%, quando o resultado esperado, gerado pelo acaso, era de 5%.  As experiências exclusivamente de EDA apresentaram um índice de sucesso de 47% quando comparadas com o resultado esperado de 5% gerado pelo acaso.

AS CONCLUSÕES

Esses resultados forneceram a Braud várias pistas importantes sobre a natureza da influência à distância. Estava evidente que os seres humanos comuns tinham a habilidade de influenciar outras coisas vivas em muitos níveis: nas atividades musculares e motoras, nas modificações celulares, na atividade do sistema nervoso. Esses estudos sugeriam outra estranha possibilidade: que a influência aumentava de acordo com sua importância para o influenciador, ou com o quanto este era capaz de estabelecer uma relação com o objeto da influência. Os menores efeitos foram encontrados nas experiências com peixes, mas aumentaram nas experiências com gerbos “fofinhos”. Cresceram ainda mais no caso de células humanas e atingiram o máximo quando pessoas estavam tentando influenciar outra pessoa. No entanto, o maior efeito de todos ocorria quando as pessoas a serem influenciadas de fato precisavam que isso fosse feito. As que necessitavam de algo, como ficar mais calmas ou se concentrar, pareciam mais receptivas à influência do que as outras. Além disso, o mais estranho de tudo era que a influência de uma pessoa sobre outras era apenas levemente menor do que a influência dela sobre si mesma.

Todos os cientistas envolvidos com a pesquisa da consciência pensavam na mesma coisa. Por que algumas pessoas tinham uma maior capacidade de exercer uma influência e por que algumas condições eram mais propícias à influência do que outras? Era como um labirinto secreto ao longo do qual certas pessoas conseguiam se deslocar com mais facilidade do que outras.Os cientistas Jahn e Dunne haviam descoberto que as imagens arquetípicas ou míticas que acionavam o inconsciente produziam os mais intensos efeitos psicocinéticos. A pesquisa sobre telepatia do Maimonides, altamente bem-sucedida, fora conduzida quando os participantes estavam adormecidos e sonhando. Mesmo quando fazia tentativas superficiais, Braud obteve grande sucesso durante a hipnose. Tanto nas experiências de Tart como nos experimentos de observação a distância, a comunicação ocorrera subconscientemente, sem que o receptor tivesse noção do que estava acontecendo. Braud procurara com afinco o fio condutor comum a todas essas experiências. Notara várias características que tendiam a garantir mais prontamente o sucesso: alguns tipos de técnicas de relaxamento (por meio da meditação, do biofeedback ou de outro método), a redução do input sensorial ou da atividade física, os sonhos ou outros estados e sentimentos interiores, e a dependência do funcionamento do lado direito do cérebro.

Outra importante característica pareceu ser uma visão modificada do mundo. As pessoas eram mais propensas a ter sucesso se, em vez de acreditarem em uma distinção entre elas e o mundo, encarando as pessoas e as coisas individuais como isoladas e divisíveis, encarassem tudo como um continuum de interrelações — e também quando compreendiam que, além dos canais habituais, existiam outras maneiras de se comunicar.  Tudo indicava que quando o lado esquerdo do cérebro era acalmado e o direito passava a predominar, as pessoas comuns poderiam obter acesso a essas informações. Braud havia lido os Vedas, a bíblia indiana dos hindus antigos, que descrevia os siddhis, ou eventos psíquicos, que ocorriam durante estados meditativos profundos. No estado mais elevado, a pessoa que medita experimenta sentimentos de um tipo de conhecimento onisciente, uma sensação de enxergar todos os lugares ao mesmo tempo. A pessoa entra em um estado de união com o objeto único que está sendo focalizado. Ela também experimenta a habilidade de alcançar consideráveis efeitos psicocinéticos, como levitar e mover objetos à distância.  Em quase todos os casos, o receptor havia eliminado o bombardeamento sensorial do dia-a-dia e entrado em contato com uma fonte profunda de receptividade alerta. Seria possível que essa comunicação fosse como qualquer outra forma comum de comunicação e nós simplesmente não a ouvimos porque o barulho de nossa vida cotidiana o impede? Braud compreendeu que se conseguisse criar um estado de privação sensorial em uma pessoa, a mente dela talvez notasse os efeitos sutis não percebidos pelo cérebro tagarela ordinário. Será que a percepção melhoraria se a privássemos dos estímulos habituais? Isso nos daria acesso ao Campo?

Essa era exatamente a teoria do iogue Maharishi Mahesh, fundador da meditação transcendental. Várias pesquisas que examinaram o efeito da meditação transcendental no cérebro, realizadas pelo Laboratório de Neurocibernética do Instituto de Pesquisas do Cérebro de Moscou, revelaram um aumento em áreas do córtex que participam da percepção de informações, assim como no relacionamento existente entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro. As pesquisas sugerem que a meditação abre um pouco mais as portas da percepção.

MECÂNICA QUÂNTICA,INCERTEZA E PROBABILIDADE

Assim como a mecânica quântica governa os sistemas vivos, a incerteza quântica e a probabilidade são características de todos os nossos processos corporais. Somos máquinas REG ambulantes. A qualquer momento da vida, qualquer um dos processos microscópicos que formam a nossa existência física e mental pode ser influenciado para seguir um entre vários caminhos. Na circunstância das experiências de Braud, em que duas pessoas têm uma largura de banda “sincronizada”, o observador com o maior grau de coerência, ou ordem, influencia os processos probabilísticos do receptor menos organizado. O membro mais ordenado dos pares de Braud estimula algum estado quântico no outro mais desordenado e o empurra suavemente em direção a um grau mais elevado de ordem. Laszlo acredita que essa noção de largura de banda “expandida” seria responsável por uma série de relatos enigmáticos de pessoas que se submetem à terapia de regressão ou afirmam se lembrar de vidas passadas, fenômeno que ocorre principalmente entre crianças muito pequenas.

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Pesquisas de EEG sobre o cérebro de crianças com menos de cinco anos mostram que ele funciona permanentemente no modo alfa — o estado de consciência alterado no adulto — e não no modo beta costumeiro da consciência amadurecida. As crianças estão abertas a uma quantidade bem maior de informações disponíveis no Campo do que o adulto típico. Na verdade, a criança vive em um estado de permanente alucinação. Se uma criança pequena afirma se lembrar de uma vida passada, ela talvez não seja capaz de distinguir suas experiências das informações de uma outra pessoa que estão armazenadas no campo de ponto zero. Uma característica comum — uma limitação ou um talento especial, digamos – podem ativar uma associação, e a criança captaria essa informação como se fosse sua “memória” de uma vida passada. Não se trata de reencarnação, mas apenas do fato de uma pessoa que tem a capacidade de receber um maior número de estações e por acidente sintoniza a estação de rádio de outra pessoa.  O modelo sugerido pelo trabalho de Braud é de um Universo que está, até certo ponto, sob nosso controle. Nossos desejos e intenções criam nossa realidade. Talvez sejamos capazes de usá-los para ter uma vida mais feliz, bloquear influências desfavoráveis, permanecer encerrados dentro de uma cerca protetora de boa-vontade. Tome cuidado com o que você deseja, pensou Braud. Cada um de nós tem a capacidade de tornar nossos desejos realidade.

A questão mais fundamental levantada pelo trabalho de Braud tem a ver com a individualidade. Onde cada um de nós começa e termina? Se todo resultado, cada evento, era um relacionamento, e os pensamentos eram um processo comunal, talvez precisássemos de uma forte comunidade de boa intenção para funcionar bem no mundo. Muitas outras pesquisas demonstraram que o intenso envolvimento comunitário era um dos mais importantes indicadores de saúde.  O exemplo mais interessante disso era uma pequena cidade na Pensilvânia chamada Roseto. Essa minúscula cidade era toda povoada por imigrantes da mesma região da Itália. A cultura fora integralmente transplantada junto com as pessoas. A cidade compartilhava um sentimento bastante coeso de comunidade; os ricos viviam lado a lado com os pobres, mas o sentimento de inter-relação era tão grande que a inveja parecia ser minimizada. Roseto tinha um registro médico impressionante. Apesar da prevalência de uma série de fatores de alto risco na comunidade, como o fumo, o estresse econômico e a alimentação com elevado teor de gordura, os habitantes apresentavam um índice de ataques do coração de menos da metade do das cidades vizinhas.Uma geração mais tarde, a natureza coesiva da cidade se fragmentou; os jovens não levaram adiante o sentimento comunitário e não demorou muito para que Roseto começasse a exibir as características de uma cidade americana típica, uma coleção de pessoas isoladas. Ao mesmo tempo, o índice de ataques do coração aumentou com rapidez e se equiparou ao das cidades vizinhas.  No entanto, naqueles poucos e preciosos anos, Roseto fora coerente. Braud demonstrara que os seres humanos extrapolam os limites individuais. O que ele ainda não sabia, era até onde poderíamos nos deslocar.

CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

Uma sub-estrutura sustenta o Universo, que é básicamente um meio que registra tudo, proporcionando uma maneira para que tudo se comunique com tudo. As pessoas não podem ser separadas do ambiente;delas. A consciência viva não é uma entidade isolada;Ela aumenta a ordem no resto do mundo. A consciência dos seres humanos possui poderes incríveis, de curar a nós mesmos, de curar o mundo e, de certo modo, de torná-lo como queremos que seja. Todos os dias em seus laboratórios, esses cientistas do texto acima, captavam um minúsculo vislumbre das possibilidades indicadas por suas descobertas. Eles descobriram que somos muito mais impressionantes do que um acaso evolucionário ou máquinas genéticas de sobrevivência. O trabalho deles sugere uma inteligência descentralizada, porém unificada, que é bem mais grandiosa do que Darwin ou Newton haviam imaginado, um processo que não é nem aleatório nem caótico, mas inteligente e dotado de objetivo. Descobriram que no fluxo dinâmico da vida, a ordem triunfa. Essas são descobertas que poderão mudar a vida das gerações futuras de muitas maneiras práticas, como as viagens sem combustível e a levitação instantânea. Entretanto, sob o aspecto do entendimento dos limites mais distantes do potencial humano, o trabalho deles sugeriu algo bem mais profundo. No passado, as pessoas acidentalmente evidenciavam alguma habilidade, como uma premonição, uma “vida passada”, uma imagem clarividente, um dom para a cura, que logo era descartada como uma anomalia da natureza ou um “conto-do-vigário”. O trabalho desses cientistas sugeriu que essa não era uma capacidade anormal ou rara, mas que estava presente em todos os seres humanos. O trabalho deles fez alusão á habilidades humanas além de qualquer coisa que já sonhamos ser possível. Somos muito mais do que percebíamos. Se conseguíssemos entender científicamente esse potencial, talvez pudéssemos entender como utilizá-lo de modo sistemático. Isso melhoraria bastante todas as áreas de nossa vida, da comunicação e autoconhecimento à interação com o mundo material. A ciência não mais nos reduziria ao nosso menor denominador comum. Ela nos ajudaria a dar o passo evolucionário final em nossa própria história, possibilitando que afinal compreendêssemos a nós mesmos em todo nosso potencial. Essas experiências tinham ajudado a legitimar a medicina alternativa, que demonstrou trabalhar de maneira empírica, mas nunca foi compreendida. Se conseguíssemos desenvolver a ciência da medicina que trata os níveis humanos de energia e entender a natureza exata da “energia” que estava sendo tratada, as possibilidades para a melhora da saúde seriam inimagináveis. Essas descobertas também confirmavam científicamente a sabedoria antiga e o folclore das culturas tradicionais. Essas teorias oferecem a confirmação científica de muitos conhecimentos ancestrais em que os seres humanos acreditam desde o início dos tempos, mas que até agora só tinham a fé como ponto de apôio. Tudo que esses cientistas fizeram foi fornecer um sistema de referência científica para aquilo que os mais sábios entre nós já sabiam. CONTINUA….

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

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Posts relacionados;
 

Bibliografia para consulta

 O Universo Elegante
Brian Greene
 Em Busca da Unificação
Charles W. Misner, Kip S. Thorne and John Archibald Wheeler
O Tecido do Cosmos  , The Hidden Reality .
 Brian Greene
.A Comment on a Criticism of Unified Field Theory  (Physical Review 89, p. 321).
 A Dança do Universo 
 Marcelo Gleiser

Nota:Biblioteca Virtual

Divulgação: A Luz é Invencível

A “Luz é Invencível” tem por norma não publicar links que não estejam ligados ao texto postado.Pedimos a compreensão de todos, e para qualquer dúvida, temos nossa caixa de sugestões onde todos podem livremente fazer suas colocações que serão arquivadas para consultas posteriores.
Nós agradecemos a compreensão de voces.
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5 comentários em “O CAMPO-Em busca da força secreta do Universo-A Mente prolongada-Parte 2

  1. Sinto-me agradecida a quem disponibiliza estas informações tão maravilhosas. Os Cientistas da Nova Era é um abrangente assunto que eu tenho explorado bastante.
    Mais uma vez grata a todos que direta ou indiretamente tem trazido estas ricas informações a todos os buscadores.
    Muita luz a todos.
    Maria Coelho

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    • Olá Maria Neomésia

      Obrigado pelo comentário e pela presença.Seja bem vinda

      Nós aqui da Equipe da Luz é Invencível ficamos muito contentes de poder trazer estas matérias que nos elevam e nos mostram várias facetas da ciência aliada á espiritualidade, que é a nova tônica do planeta nesta Transição Planetária.Conhecimento é o verdadeiro poder; Poder para mudar o status quo, poder para trazer mais luz no caminho das pessoas ,afim de que todos elevem a consciência.Continue conosco e nós agradecemos as palavras gentis de incentivo ao nosso trabalho.

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz e Invencível

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  2. Pingback: O Campo – Em busca da força secreta do Universo – A Mente prolongada – 2ª Parte – 23.12.2015 | Senhora de Sírius

    • Olá Maria da Costa

      Obrigada pelo comentário e pela presença.Seja bem vinda

      Fique sempre á vontade e nós da Luz é Invencível ficamos contentes de que a matéria esteja trazendo mais luz em seu caminho.

      Muitas vibrações positivas da equipe da Luz é Invencível

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