PROJETO TRANSIÇÃO DA TERRA-A grande hora da mudança-Cidades do Futuro-Uma sociedade sustentável e planejada-Parte 5



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Observa-se em muitas cidades do mundo que a sustentabilidade vem sendo internalizada em sua atividade de planejamento em longo prazo. Medidas para o combate ao aquecimento global, a conservação dos bens comuns naturais, a promoção de uma sociedade mais justa, a indução para uma nova economia (verde,includente e responsável), com a priorização e cuidado da natureza e das pessoas, o compartilhamento dos excedentes e o estabelecimento de limites razoáveis ao crescimento, produção e consumo parecem ser sinais de que algumas urbes já estão se preparando para serem as “Cidades do Futuro”.

UMA BREVE RETROSPECTIVA HISTÓRICA

Em 1930 o economista John Keynes previu que a humanidade, dali a 100 anos, iria enfrentar seu problema permanente: como usar a liberdade de preocupações econômicas prementes, como ocupar o lazer que a ciência e os ganhos econômicos lhe trariam para viver bem, sábia e agradávelmente?Agora que faltam apenas 20 anos para o cenário proposto por Keynes, talvez seja oportuno nos debruçarmos sobre a grande questão do século: o planeta urbano. Afinal, se o século 19 foi dos impérios e o 20 das nações, este é o das cidades. E as imensas inovações que ora se anunciam ocorrerão no território urbano.

O século das cidades: um planeta urbano e a emergência das megacidades

Há 100 anos, apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Atualmente, somos mais de 50%, e até 2050, seremos mais de 75%. A cidade é o lugar onde são feitas todas as trocas, dos grandes e pequenos negócios à interação social e cultural. Mas também é o lugar onde há um crescimento desmedido das favelas e do trabalho informal: estima-se que dois em cada três habitantes esteja vivendo em favelas ou subhabitações. E é também o palco de transformações dramáticas que fizeram emergir as megacidades do século 21: as cidades com mais de 10 milhões de habitantes já concentram 10% da população mundial.A maioria delas tem concentração de pobreza e graves problemas socio-ambientais, decorrentes da falta de maciços investimentos em infraestrutura e saneamento. Sua importância na economia nacional e global é desproporcionalmente elevada. Segundo a Unesco, no futuro teremos muitas megacidades e localizadas em novos endereços – das 16 existentes em 1996, passarão a 25 em 2025, muitas delas fora dos países desenvolvidos.

Ao mesmo tempo, emergem novas configurações territoriais, como as megaregiões: a BosWashstretch (faixa que vai de Boston até Washington, passando por Nova York), Chonqing, na China, ou a megaregião SaoRio (São Paulo-Rio), conforme recente estudo instigante de Richard Florida, o economista-guru da classe criativa. Richard demonstra que nas próximas décadas o planeta global concentrará crescimento e inovação espetaculares em apenas alguns lugares de pico de excelência: as 40 megareriões mais criativas .O prêmio Nobel Paul Krugman prevê que o crescimento das cidades será o modelo econômico de desenvolvimento no futuro. Isso porque é nas megacidades que acontecem as maiores transformações, gerando uma demanda inédita por serviços públicos, matérias-primas, produtos, moradia, transportes e empregos. Trata-se de um grande desafio para os governos e a sociedade civil, que exige mudanças na gestão pública e nas formas de governança, obrigando o mundo a rever padrões de conforto típicos da vida urbana – do uso excessivo do carro à emissão de gases.Mas os maiores desafios ainda estão por vir, já que nas próximas duas décadas as cidades de países em desenvolvimento concentrarão 80% da população urbana do planeta. A realidade já sinaliza este boom –Lagos, na Nigéria, por exemplo, teve um aumento populacional de 3.000% desde 1950.Ou seja: contrariando todas as apostas do final do século 20, as cidades não morreram nem entraram em declínio. Pelo contrário: as pessoas nunca buscaram tanto se aglomerar. Em um planeta cada vez mais digital e virtual, nunca se buscou tanto o encontro físico, e as cidades foram tão atrativas.

Mais avançam as inovações de tecnologia de informação e conexões à distância e mais as cidades ganham atratividade.Veremos que uma coisa só reforça a outra e a interação física no território gera inovação como nunca antes. As cidades são “a” pauta do século 21.

Desafios: desenvolvimento sustentável, inclusão sócio-territorial, gestão inteligente

É nessas megacidades do futuro que o mundo precisa se reinventar, dividir riqueza para alcançar padrões mais justos e equilibrados de desenvolvimento. Padrões mais sustentáveis não apenas nos necessários desafios ambientais, mas também sociais e econômicos – que se reflitam não mais nos indicadores financeiros, mas em IDH’s e pegadas ecológicas.O desafio do desenvolvimento futuro está nas cidades: 2/3 do consumo mundial de energia e aproximadamente 75% de todos os resíduos gerados ocorrem nas cidades. Portanto, falar em mudanças climáticas, aquecimento global e sustentabilidade é falar de cidades sustentáveis.E cidades sustentáveis são, necessáriamente, compactas, densas. Como se sabe, maiores densidades urbanas representam menor consumo de energia per capita: em contraponto ao modelo Beleza Americana de subúrbios espraiados no território, com baixíssima densidade, as cidades mais densas da Europa e da Ásia são hoje modelos na importante competição internacional entre as global green cities, justamente pelas altas densidades e diversidade de usos. Ou seja: cidades sustentáveis são compactas, densas e diversificadas.

As próximas décadas certamente serão do enfrentamento de algumas mudanças fundamentais nos atuais padrões de desenvolvimento – por exemplo, 170 bilhões de Kilowatt-hora são desperdiçados no planeta devido à insuficiência de informações; 18 bilhões de reais por ano é a perda na economia de São Paulo decorrente de congestionamentos.Com a incorporação da gestão inteligente e integrada das informações – já que agora temos a possibilidade de medir, captar e monitorar as condições de quase tudo – faz com que pessoas, sistemas e objetos se comuniquem e interajam: 30 bilhões de etiquetas RFID (identificação por rádio frequência) estarão presentes no planeta, em diversos ecossistemas; já existem mais de 1 bilhão de telefones com câmeras; haverá 2 bilhões de pessoas conectadas à internet em 2011; em breve, existirá 1 trilhão de dispositivos conectados (a “internet das coisas”).Ou seja: cidades inteligentes poderão e deverão suportar os desafios da maior inclusão social e do desejável desenvolvimento sustentável.

As cidades se reinventam

As metrópoles são o grande desafio estratégico do planeta neste momento. Se elas adoecem, o planeta fica insustentável. No entanto, a experiência internacional – de Barcelona a Vancouver, de Nova York a Bogotá, para citar algumas das cidades mais verdes – mostra que as metrópoles se reinventam. Se refazem. Já existem diversos indicadores comparativos e rankings das cidades mais verdes do planeta. Fora dos países ricos, Bogotá e Curitiba colocam-se na linha de frente como cases a serem replicados.Quais são as cidades mais inovadoras atualmente, aquelas que já estão sinalizando as mudanças para daqui 25 anos? Por que as metrópoles contemporâneas compactas – densas, vivas e diversificadas nas suas áreas centrais – propiciam um maior desenvolvimento sustentável, concentrando tecnologia, novas oportunidades de crescimento, gerando inovação e conhecimento em seu território?As metrópoles são o lócus da diversidade – da economia à ideologia, passando pela religião e cultura. E diversidade gera inovação. As maiores cidades do hemisfério norte descobriram isso há alguns anos e têm se beneficiado enormemente desse diferencial, dessas externalidades espaciais – inclusive com atração de investimentos. E têm promovido seus projetos de regeneração através de políticas de inovação. Centros urbanos diversificados, em termos de população e usos, com empresas ligadas à nova economia, têm se configurado nas novas oportunidades de inovação urbana em áreas anteriormente abandonadas (Barcelona 22@, San Francisco Mission Bay, diversas áreas em Nova Iorque, Boston ou Londres).

As cidades inteligentes, as smart cities, expressam a necessidade de uma reformulação radical das cidades na era da economia global e da sociedade baseada no conhecimento.A capacidade de inovação se traduz em competitividade e prosperidade. Alguns parâmetros são fundamentais: presença da nova economia, sistema de mobilidade inteligente, ambientes inovadores/criativos, recursos humanos de talento, habitação acessível/diversificada e e-governance, que deverá incorporar sistemas inteligentes e integrados de governo, transporte, energia, saúde, segurança pública e educação.A democratização das informações territoriais com os novos sistemas de tecnologia de informação e comunicação, favorecendo a formação de comunidades participativas, além de e-governance: serviços de governo inteligente mais ágeis, transparentes e eficientes, através de compartilhamento de informações.Por fim, devemos ficar atentos às imensas perspectivas que as tecnologias verdes aliadas à gestão inteligente estão abrindo no desenvolvimento urbano de novos territórios, sejam novos bairros sustentáveis (por aqui, o pioneiro é o Cidade Pedra Branca Urbanismo Sustentável em Santa Catarina), sejam cidades inteiras verdes (Masdar no Dubai, desenvolvida Por Sir Norman Foster é o maior exemplo,veja matéria abaixo).

E NO BRASIL?

E as nossas cidades? Decisão política(?), boas idéias e competência(?) na gestão urbana sempre serão bem-vindas e algumas cidades atuais demonstram isso claramente e jogam otimismo(?) no futuro das nossas cidades. Curitiba iniciou há 20 anos o processo e suas boas práticas (sistema integrado de transportes coletivos destacando-se os corredores de ônibus expressos, BART, ligados a corredores planejados de adensamento; coleta seletiva de lixo; rede polinucleada de parques) devem ser replicadas cada vez mais, pois a sociedade civil organizada exigirá.Nossas duas megacidades, São Paulo e Rio de Janeiro, trazem parâmetros oportunos importantes. Resta ao nosso mercado imobiliário incorporar melhor as lições que as cidades campeãs em inovação no mundo estão promovendo ao aliar, à pujança econômica, modelos urbanístico mais interessantes, com maior socio-diversidade espacial, como menos condomínios fechados e distantes(?).A conurbação territorial ganha inovação importante a partir da chegada do trem de alta velocidade ligando Rio e São Paulo, previsto para começar suas operações em 2016(?). A renovação das infraestruras destas cidades já se inicia e promete aliar-se a grandes investimentos públicos e privados nos próximos anos(?), o que seguramente determinará esta megaregião como a principal não apenas do País, mas de todo o hemisfério sul.(?)

As cidades inteligentes estão chegando

Pensemos nos carros. Fundamentalmente, eles não mudaram muito desde o pioneiro modelo T de Ford há 100 anos. São peças de design projetadas para transportar várias pessoas, atingir altas velocidades e cobrir grandes distâncias. Um típico SUV, por exemplo, chega a ter massa 44 vezes maior do que a do seu motorista. Imaginem a pegada ecológica necessária para a sua construção, além do uso e consumo e de um superado design de ciclo de vida único.Agora pensemos nas necessidades usuais de um verdadeiro carro urbano. Nas grandes cidades do século 21, a absoluta maioria das viagens é realizada por uma pessoa ou duas. A velocidade média é de menos de 20 km/h. As distâncias são curtas, a necessidade de autonomia de percursos, pequena. O grande problema não se refere ao desempenho automobilístico e sim à falta de lugar para deixá-lo uma vez que 75% do tempo ele está…parado.Ou seja, as cidades do século 21 precisam de carros smart: pequenos, leves, de baixíssimo consumo, movidos a matriz energética limpa e de ciclo de vida contínuo (cradle-to-cradle design). Mais que isso: a tendência para o transporte individual nas grandes cidades do futuro (imediato) são carros compartilhados, mobility-on-demand como os que já vêm sendo desenvolvidos pelo Smart Cities Lab do MIT .

O sistema resolve uma imensa demanda atual: espaço. Teremos, em situações ideais, as ruas liberadas apenas para fluxo, sem espaços urbanos desperdiçados com estacionamento. Com isso, ganham todos, pois as cidades poderão resgatar seus espaços mais essenciais e nobres, os de uso coletivo públicos e privados – onde a vida urbana ocorre com maior vitalidade.

A VELHA E BOA BIKE

Começou em Lyon, logo chegou a Paris, Barcelona e Nova York. Na verdade, é tendência para as grandes cidades do século 21: compartilhamento de bicicletas. Deixa-se de ser proprietário de bicicletas para ser usuário.Ken Levingstone, ex-prefeito de Londres, quase conseguiu implementar o uso exclusivo do carro compartilhado na City londrina, o lugar mais congestionado do planeta atualmente. Só circulariam no centro de Londres carros compartilhados.São tendências irreversíveis e, naturalmente, o sistema capitalista se reinventa oportunamente. As cidades do futuro serão inteligentes em diversos aspectos. Uma gestão inteligente do território será capaz de propiciar maior agilidade na gestão integrada on line das diversas mobilidades urbanas. Essencialmente, transporte público multimodal ágil e competente, como já há em diversas cidades desenvolvidas, mas também sistemas inteligentes de uso compartilhado de transporte individual, de bicicletas motorizadas aos smart city cars.

Na verdade, as cidades inteligentes atuarão como um sistema de redes inteligentes conectadas. É natural que as contínuas inovações em tecnologia da informação e comunicação propiciem inúmeras revoluções urbanas. Empresas como a IBM (Smarter Cities), Cisco (Connected Urban Development), Siemens e outras já estão desenvolvendo programas e os ofertando às cidades.Não há mistério. O século 21 mostra, cada vez mais, a substituição da economia fordista industrial pela nova economia: de serviços. É óbvio que as cidades do futuro se pautarão assim também, serão pólos numa imensa rede global de conexões inteligentes.As pessoas serão usuárias dos diversos sistemas e terão, cada vez mais, acesso on line a todos os serviços urbanos, do consumo de água à escolha do posto de saúde. Do compartilhamento de smart cars à execução de trabalho em lugares flexíveis, espaços sem dono fixo, compartilháveis.Resta saber como tudo isso será acessível, democrático, inclusivo.Novamente, olhemos a história das cidades e lembremos que elas sempre foram o espaço das contradições e conflitos de suas sociedades. Seria inocente pensar que as inovações tecnológicas do século 21 propiciarão maior inclusão social e cidades mais democráticas por si só.

FONTE COLABORADORA;Dr.CARLOS LEITE é arquiteto; mestre e doutor (FAU/USP), pós-doutorado pela California Polytechnic University, professor da FAU-Universidade Presbiteriana Mackenzie e professor visitante nos cursos de MBA da FIA (FEA /USP) e da Fundação Dom Cabral.

Edifícios ultramodernos cortados por carros e ônibus que voam. Robôs que executam as tarefas domésticas. Água 100% reaproveitada. Será que viveremos assim daqui a 30 anos? Provavelmente não. Mas diversos avanços esperados para um futuro distante já estão em testes em cidades planejadas, que funcionam como laboratórios de boas ideias a serem replicadas. Um conjunto de tecnologias desenvolvido por empresas como IBM, GE, Cisco, Philips, Oracle e Samsung tem ajudado as cidades a se tornar mais inteligentes, com transporte eficaz e menos poluente, edifícios verdes e energia renovável. As metrópoles entraram na mira das companhias de tecnologia porque se tornaram consumidoras em potencial de uma série de soluções criadas por essas empresas para enfrentar o caos urbano, resultado, principalmente, do crescimento desordenado e da falta de planejamento.Metade dos habitantes do planeta, que acaba de atingir a marca de 7 bilhões de pessoas, mora em áreas urbanas. Estima se que em 2050 cerca de 70% da população viverá em cidades, o que representa um aumento de 1,4 milhão de pessoas por semana. “Esse crescimento causará uma mudança enorme nas cidades e na expectativa dos cidadãos sobre a qualidade de serviços como saúde, transporte, educação e gerenciamento de emergências”, afirma o indiano Guruduth Banavar, vicepresidente e chefe de tecnologia para o setor público da IBM.

O impacto ao meio ambiente já é enorme. Os 3,5 bilhões de habitantes urbanos consomem 75% da energia disponível e concentram 80% das emissões de gases que causam o efeito estufa. As megacidades são responsáveis por grande parte do consumo. “Elas se transformaram em um megaproblema, que afeta principalmente os países em desenvolvimento, onde estão cidades como Délhi, Istambul e São Paulo”, afirma Johnny Araya Monge, prefeito de San José, na Costa Rica. Com 2,3 milhões de habitantes, o município é visto como exemplo. Após revitalizar o centro, a administração local conseguiu fazer com que muitos habitantes que haviam se mudado para municípios próximos voltassem. As megalópoles impõem grandes desafios a governos e seus habitantes. “Apenas 40 megacidades impulsionam a economia mundial. Elas concentram um quinto da população e dois terços do PIB. São também as que geram mais inovação”, diz o arquiteto e urbanista Carlos Leite, professor da Universidade Mackenzie e da Fundação Dom Cabral.

Ao mesmo tempo que atraem empresas e negócios milionários, as grandes cidades exigem atenção com as mudanças climáticas, a mobilidade urbana e os crescentes índices de desigualdade social. A boa notícia é que a tecnologia está aí para ajudar. Veja, a seguir, alguns exemplos bem sucedidos de aplicação de tecnologia para melhorar o dia a dia das cidades.

ENERGIA EM MASDAR, SÓ ENERGIA RENOVÁVEL
Uma cidade sem carros, que gera pouco lixo e só usa energia renovável. Essa é Masdar, um distrito econômico da cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e um dos modelos de cidade laboratório em construção. Quando estiver pronta, em 2025, Masdar deve ter uma população de até 50 mil habitantes e 1 500 empresas. Por suas ruas circularão carrinhos elétricos conhecidos como pods, impulsionados por trilhos magnetizados. O projeto urbanístico de Masdar foi criado pela empresa inglesa de arquitetura Foster and Partners, em 2006.

 

Transferência de tecnologia

Especialistas alertam para o fato de que as cidades devem apostar na inteligência dos cidadãos

A IBM afirma que envolve os cidadãos em seus projetos de cidades inteligentes. Em Dublin, a empresa trabalhou com o governo local para abrir enormes quantidades de dados disponíveis sobre a cidade, o que deu origem a aplicativos como o ParkYa, que usa dados sobre o trânsito para ajudar as pessoas a encontrar as melhores vagas de estacionamento na cidade.

“Precisamos construir cidades que se adaptem às necessidades dos (seus) cidadãos, mas antes não era possível porque não havia informação suficiente”, diz Lisa Amini, diretora de pesquisa da IBM.

Ela faz a comparação entre os “bens” das cidades, como semáforos, trânsito, canos de água, e os bens das grandes empresas, para os quais os sistemas e programas da IBM foram desenvolvidos originalmente,Mas Townsend não está convencido de que a tecnologia pode ser transferida tão fácilmente. “Governos não tomam decisões como negócios tomam. Cidadãos não são consumidores”, diz.A China está construindo dezenas de novas cidades e está começando a adotar enormes salas de controle como a que a IBM criou no Rio. Mas isso preocupa o pesquisador.

“E se pessoas ruins tomarem o poder? Estamos criando capacidades que podem ser mal utilizadas?”, questiona o pesquisador.

Rede de cidadãos

Há um outro capítulo na história das cidades inteligentes, nesse caso escrito pelos cidadãos que usam aplicativos, sensores de fabricação própria, smartphones e a internet para cooperar com a resolução dos problemas da cidade.

Don’t Flush Me é um sistema simples formado por um pequeno sensor de fabricação amadora e um aplicativo que ajuda a resolver um dos maiores problemas do sistema hidráulico de Nova York.Toda vez que a cidade é atingida por uma chuva forte, o esgoto sem tratamento acaba sendo jogado diretamente no rio. São milhões de metros cúbicos por ano.Usando um processador Arduino, que mede o nível da água no sistema hidráulico, o sistema informa pelo aplicativo Don’t Flush Me o momento em que não se deve dar descarga, a fim de não sobrecarregar o sistema.Já a rede de sensores Meanwhile Egg alerta a população para as más condições da qualidade do ar, que a cada ano resulta na morte de 2 milhões de pessoas nas grandes cidades.Os sensores são instalados por moradores, coletando dados sobre gases de efeito estufa, óxido de nitrogênio (NO2) e monóxido de carbono (CO).Os dados alimentam um sistema que localiza em um mapa os níveis de poluição ao redor do mundo.Envolver os cidadãos no processo de melhora da qualidade de vida das cidades é crucial, diz Andrew Hudson-Smith, diretor do Centro para Análise Espacial Avançada da University College de Londres.

Painel de dados de Londres
Painel londrino reúne dados de poluição, clima e nível dos rios

Hudson-Smith e sua equipe criaram um painel que reúne dados da capital britânica. Assim como o centro de controle do Rio, o painel coleta dados de poluição, clima e do nível dos rios.

Mas o painel de Londres vai além e mostra os tópicos mais discutidos do Twitter e o nível de felicidade da população. O mesmo painel está disponível na internet.

Sob pressão

A realidade é que a maioria dos projetos de cidades inteligentes são de pequena escala, como as iniciativas de geração de energia solar ou programas de compartilhamento de transporte.Para Hudson-Smith, do Centro para Análise Espacial Avançada, “há muito alvoroço sobre as cidades inteligentes, mas ainda não há tecnologias que estão realmente mudando a vida das pessoas”.O pesquisador afirma, no entanto, que vivemos em um momento de mudanças e que, em cinco anos, as “coisas serão incrivelmente inteligentes”.Quando este dia chegar, a infraestrutura de dados se tornará tão importante quanto a infraestrutura de trens e estradas.Se os dados serão controlados por grandes corporações ou pelos cidadãos é outra questão. Nesse caso, é bom pensar qual é a razão de existência das cidades, alerta Dan Hill, da empresa de pesquisa Fabrica.”Não planejamos cidades para serem eficientes, mas sim para serem locais de cultura, comércio, uma comunidade”, diz.Na pressa para fazer as coisas funcionarem melhor, podemos estar prestes a perder um grande bem, avalia a pesquisadora.

“Serão os cidadãos inteligentes os que farão as cidades inteligentes”, conclui Hill.

Fonte;

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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

Em 2050, teremos 7 bilhões de pessoas vivendo em cidades, 9,3 bilhões ao todo no mundo. Estamos falando de algo que ocorrerá em duas gerações, a cidade dos nossos netos. E ninguém sabe o que isso significa. Em 2050,considerando o Brasil, provávelmente Rio de Janeiro e São Paulo serão uma só? Se você olhar o crescimento das duas cidades, verá que estão se aproximando. Teremos infraestrutura urbana contínua entre ambas. Será uma única megalópole? Nesse momento, teremos seis ou sete espaços no mundo com 50 milhões de pessoas. Lembrem-se que hoje, na China, uma cidade de 1 milhão de pessoas passará a ter 10 milhões em cinco anos, e em 20 anos chegará a 25 milhões de habitantes.Considerando que a expectativa de vida das pessoas vai em direção aos cem anos, até mesmo no Brasil, quer dizer que, em 2050, 2 bilhões de pessoas vivendo em cidades terão mais de 60 anos. Se olharmos nossas ruas, veremos que não pensamos a cidade para pessoas mais velhas. Pensamos nos jovens? Também não. A cidade foi desenhada para pessoas que trabalham, com idade entre 22, 25 anos até os 65 anos. As questões de como envelhecer e ter saúde serão mais críticas. Este é o pensamento de Mark Wigley, um dos principais pensadores do futuro das cidades.Segundo ele, vamos ter de criar uma solução para a vida saudável nas megalópoles.Os mais de 1 bilhão de carros no mundo já são hoje responsáveis por grandes congestionamentos e problemas. Hoje o tráfego de automóveis em Londres, por exemplo, é mais lento que o das carruagens há cem anos. Caso não haja mudanças, o problema será ainda maior. A expectativa é que em 2050 cerca de 4 bilhões de carros estejam rodando e entupindo estradas e ruas de cidades em todo o planeta. Só o transporte coletivo público integrado poderá equacionar a mobilidade urbana futura. O transporte coletivo pode sim, transformar as cidades;Poderemos usar as bicicletas, que não poluem e não ocupam espaço,trens e ônibus suspensos, que também permitem o tráfego livre no solo para pedestres,unidades que controlem poluição, qualidade da água, consumo de energia elétrica, e outras medições importantes, facilitando a informação dos cidadãos com relação á qualidade de vida na sua cidade;preparar as cidades para as pessoas mais velhas, com calçadas e elevadores mais disponíveis e em condições normais de uso,mas, tudo isso, passa primeiro pela conscientização de cidadania;enquanto não tivermos a noção clara de uma vivência em sociedade e o que isso significa, enquanto não tivermos a cultura da preservação e não da destruição e poluição, nenhum destes projetos podem sair do papel, já que é o homem , o maior responsável pelo que vivencia morando nas cidades ou no campo; é através de atitudes conscientes de reciclagem, de não desperdício, de não poluição(sonora, ou visual também), que poderemos viver com a qualidade que está sendo idealizada para nós daqui á 30 anos.vamos pensar nisso desde já, fazendo cada um a sua parte e procurando educar as novas gerações com essa idéia de sustentabilidade;Não só o planeta agradece, mas as próximas gerações dos nossos filhos e netos, viverão mais e melhor, felizes e com uma consciência muito mais expandida.

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

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Bibliografia para consulta

  Visão & Tecnologia: a fórmula para tornar nossas cidades mais inteligentes.
ALMEIDA, P.; FARIA, F.
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI) Curitiba, 2010.
IBM Corporation,
Who’s your city: how the creative economy is making where you live the most important decision of your life.
 FLORIDA, Richard.
Green metropolis: why living smaller, living closer and driving less are the keys to sustainability
 OWEN, David.

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Divulgação: A Luz é Invencível

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7 comentários em “PROJETO TRANSIÇÃO DA TERRA-A grande hora da mudança-Cidades do Futuro-Uma sociedade sustentável e planejada-Parte 5

  1. Pingback: Projeto Transição Terra – A grande hora da mudança – Cidades do Futuro – Uma sociedade sustentável e planejada – 5ª Parte – 05.02.2016 | Senhora de Sírius

  2. Mônica! Obrigado por existir e compartilhar o seu conhecimento sempre aliado com sabedoria, para cada vez mais DESPERTAR mais mentes adormecidas. Namastê!!!

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    • Olá Sr João Luíz

      Obrigado pelo comentário e pelas palavras tão gentis.

      Nós da Luz é Invencível ficamos muito felizes com esse retorno ,o que nos dá incentivo para continuar este trabalho de pesquisa e divulgação/orientação com conhecimento fidedigno e bem embasado, que é o objetivo da nossa proposta.Nesta época tão especial que vivemos, com tantas transformações ocorrendo, é preciso cada vez mais divulgar para concientizar,pois é por este caminho que as coisas vão acontecer de verdade.Todos estamos aprendendo com todos e isso é o nosso maior trunfo;devemos trocar e não truncar;devemos prover e não esconder;devemos compartilhar e não sonegar;pois só assim veremos a mudança que queremos ver .Continue conosco .

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

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  3. Pois é, eu sou do tipo sonhador mesmo, quando imagino ou mentalizo algo, não me atenho quase nada aos detalhes, somente vejo aquilo já pronto na tela da mente, ou quando eu vejo o processo sendo feito mentalmente, é exatamente de uma forma magica, magia mesmo de verdade, nesse aspecto devo ter uma mentalidade de criança.
    Eu imagino o planeta terra com uma estrutura parecida com esses projetos futuristas para dar ordem na bagunça que o planeta é hoje. Mas eu vejo também depois que toda a população e as estruturas das cidades estão ordenadas e harmoniosas, que locais especiais neste planeta tenham templos e palácios do tipo mistico/magico para contemplação. E ainda poderia misturar as “mitologias” de J. R. R. Tolkien, tendo comunidades Elficas nas florestas com toda aquela magia e beleza arquitetônica.
    Cidades submarinas de Sereias. Seres misticos vivendo em florestas, montanhas, planícies, mesetas etc…
    E uma das coisas que eu mais gostaria de ver, são belíssimos palácios, templos e pequenas cidades flutuantes em campinas flutuantes, que poderiam ser fixas ou se moverem lentamente pelos céus. É isso ^^.

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    • Olá Sr Diogo

      Obrigado pelo retorno

      Veja bem, sonhar com essas coisas é ter dentro de nós esperança,bondade e querer o melhor para todos;isso não é impossível,mas precisa de construção;em um mundo dominado pela densidade 3D, as coisas precisam ser plantadas na razão, na construção e na solidez, para que então as pessoas que vivenciarão essa realidade possam acreditar nelas;temos de levar em consideração as dificuldades inerentes de nossa mente material e a ilusão de separação, que impedem muitas manifestações do nosso imaginário;antes de mais nada, usamos a ciência, a lógica e a tecnologia como meio de plantar e solidificar as idéias, para depois que elas se mostrarem viáveis, partir para ACREDITAR QUE ELAS SERÃO POSSÍVEIS.

      Dar uma ordem na bagunça, como o senhor cita, leva tempo e conscientização, e isso passa pelo nível de consciência de que cada um tem uma parcela importante a realizar;não adiantam palavras, teorias e idéias revolucionárias sem ação necessária;enquanto a humanidade não se responsabilizar pelo planeta de forma séria e ininterrupta, interiorizar o sentimento de que a Terra é a nossa casa no espaço, saber que todas as ações em contrário prejudicam á todos, nada nem ninguém conseguirá mudar o panorama que está aí;não precisamos ir muito longe para ver que isto é verdade, basta olhar para a situação em nosso país, em todas as áreas, e a total alienação que é manifestada nestes próximos 4 dias.

      Maravilhosos são os livros de Tolkien e sua saga e comungo com seu sentimento de que seria realmente ,maravilhoso;mas, isso não é para este mundo ainda, com este tipo de ser biológico encarnado aqui, com um DNA que mal se coloca em pé de igualdade com seres conscientes( a maioria) e ainda por cima, densificado com a parte quântica em “sono suspenso”;estamos caminhando para um desbloqueio,mas não será em curto prazo e nem para todas as pessoas, sabemos disso;

      O sonho de um planeta otimizado, consciente, feliz e habitado por seres que amam acima de tudo e á todos, não é utopia, pois devem existir com certeza e na mente destes escritores eles já existem e podem ser mostrados á nós como um alento de esperança, de motivação , de reestruturação;mas sabemos que são poucas as pessoas que interiorizam isso, a maioria quando lê estas incríveis e maravilhosas descrições, acham que não passam de literatura fantástica.Costumo dizer que há dois tipos de pessoas no mundo: os realistas e os sonhadores. Os realistas sabem onde estão indo. Os sonhadores já estiveram lá.

      Fique á vontade para suas considerações e continue conosco

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencivel

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  4. Eu me sinto mais confortável com ideias como projeto Venus de Jacque Fresco.
    Mas é preciso grande investimento para iniciar.
    Seria bom se todas aquelas supostas mensagens de prosperidade de RV etc…
    Vindas de inúmeras fontes, fossem realmente concretizadas, de preferência para ontem^^.

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    • Olá Sr Diogo

      Obrigado pelo comentário e pela presença nos prestigiando

      O Projeto Venus é interessante ,mas altamente polêmico e discutível em vários pontos, que merecem os ajustes necessários á uma realidade inteiramente nova para toda a humanidade.Devemos absorver as idéias com cautela e análise,para podermos tirar as conclusões e aproveitar o que nos é possível, de acordo com os recursos do planeta e dos seus cidadãos, sem contar a capacidade de aceitação e colaboração dos mesmos.
      Este projeto de Jacque Fresco propõe igualmente que todas as cidades devem ser construídas de uma maneira que promova a sustentabilidade, ou seja, que todas sejam perfeitamente radioconcêntricas.Isso já foi proposto por vários urbanistas do passado e não contém nada de novo(veja Cidade do Sol de Campanella e Palmanova, na Itàlia);Conversando com arquitetos e urbanistas sobre isso para fazer este post,justificaram a dificuldade do projeto pela simples razão que a adaptação de todas as cidades do mundo para coincidirem com esta disposição seria materialmente e financeiramente impossível, e ainda, insustentável.Ainda mais, o planejamento centralizado está na fonte de muitos dos problemas urbanos com que nos deparamos hoje,ao passo que o planejamento e construção incremental, participada e orgânica, surge cada vez mais como a solução para resolver os conflitos de interesse inerentes a qualquer política de planejamento, ordenamento e uso de solos.

      O conceito-base aparenta uma certa simplicidade: de acordo com Jacque Fresco, a economia baseada no lucro (o atual sistema monetário) gera escassez, pobreza, crime, corrupção e guerra. Impede também o saudável desenvolvimento da tecnologia, que deveria ser utilizada para benefício da sociedade e não em prol da poluição, da construção de armas, da massificação do consumo, da alienação, entre outros. Ou seja, se a tecnologia fosse utilizada fora do âmbito do lucro, sobraria espaço para uma maior abundância e distribuição de recursos, o que, consequentemente, repercutiria numa drástica diminuição da corrupção, da ganância e egoísmo que caracterizam as sociedades desenvolvidas contemporâneas. Tudo isto em prol de uma atitude de cooperação.Fresco acredita que é possível construir uma sociedade assim, em que as pessoas vivam vidas mais longas, com mais saúde e com mais significado. E como se consegue tal prodígio? Fácil(?): substitui-se a economia baseada no dinheiro por uma economia baseada nos recursos. Esta visão ressalta finalmente, da observação de que os processos resultantes do sistema monetário, como o trabalho e a competição, corrompem a sociedade e afastam as pessoas do seu verdadeiro potencial. É nesta sociedade de cooperação e altamente tecnológica que o Projeto Venus vê o escape da sociedade ao atual panorama eco-sociológico.Isso é o que estamos perseguindo, os despertos que sabem que esse modelo que esta aí, tem seus dias contados;o que propomos abordar nesta série ,são formas que já estão sendo colocadas em prática, são possíveis e passíveis de colaboração de todos, já que a humanidade caminha á passos largos para uma mudança radical, que não será abrupta,mas sim, consequencial,reformulativa e adaptativa,pois o objetivo é preservar o que temos de maior valor e não destruir tudo para reconstruir do zero, seria improdutivo e não haveria colaboração e sim,pânico e um profundo desânimo, seguido do fanatismo/radicalismo religioso.

      O senhor deve conhecer ou ter lido, sobre uma visão de Jacque ,que desde então é a base das suas inúmeras maquetes de cidades, meios de transporte, meios de construção, veículos espaciais e, inclusive, modelos sociais. Essa forma é a engrenagem; o Metal-Memória. Este material pode ser totalmente deformado, retorcido de inúmeras formas e, depois de totalmente distorcido, quando sujeito a uma certa temperatura, volta exatamente à sua forma original. Assim, estruturas feitas de Metal-Memória podem ser comprimidas em pequenos cubos para serem transportados, normalmente para cidades construídas no mar, e aí expandir para a estrutura previamente construída. Quase instantaneamente veríamos um prédio emergir a partir de um pequeno cubo deste peculiar material, quase que por magia, sem truques(?).
      A História verifica que nada é impossível de ser concretizado. As idéias futuristas de hoje poderão ser as realidades de amanhã. Atribui-se á George Bernard Shaw esta conhecidíssima frase que pode sintetizar a utopia de Jacque Fresco: “Alguns homens vêem as coisas como são e perguntam: “Porquê?” Eu sonho com as coisas que nunca existiram e pergunto: Porque não?”. Agora é a nossa vez.

      Fique á vontade para suas considerações e continue conosco.

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

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