A Vida Interior

post-09-24-1

“Estamos sonhando em um mundo simbólico, apenas ligeiramente acordados para o que é real”.~Arthur Deikman, M.D.

“Ele não está ocupado nascendo, está ocupado morrendo”.~Bob Dylan

Algo não está certo… Você sente isso… Você pode experimentar este sentimento irritante por um longo tempo. Então você provavelmente apenas tenta ignorá-lo e espera que ele vá embora, mais cedo ou mais tarde, o irritante persistente finalmente traz a ideia à sua mente, de que existe algo muito estranho sobre a maneira como o mundo é. Talvez você sinta como se estivesse no cinema assistindo a um filme e ainda assim você sente que tem algo errado com o filme que você está vendo. As imagens estão todas lá, mas há uma sensação de que algo está fora de sequência, ou os quadros estão passando fora do tempo “normal”. No entanto, depois de um tempo você se acostuma com o estilo do filme, seus sentidos se ajustam ao ritmo e você perde a sensação de estranheza ficando atraído pelo espetáculo e segue junto no passeio…

…O filme tenta lhe mostrar que o mundo não tem um grande significado, que a vida humana é uma anomalia acidental, mas conforme você anda pela rua, se envolve com os amigos, se apaixona, segue seus sonhos, você experimenta sentido e significado… Espere, aquela falha no filme voltou novamente, algo sobre a “aleatoriedade” e “falta de sentido” que não faz sentido… Sua experiência pessoal lhe mostrou algo diferente… E depois ainda existe aquela sensação incômoda novamente… Em algum lugar, ela estava lá.

Vida é vida e a maioria das pessoas passa por estas provações de alegria, aventura, desafio, amor e todo o resto. Ela é a mesma para todos nós, no entanto, nem sempre ocorre no mesmo campo de jogo. Existe uma perspectiva diferente que pode ter uma posição relativamente diferente no mundo. Podemos ver o mundo em que vivemos apenas como um fenômeno exterior, ou podemos optar por vê-lo também como uma expressão de nossa vida interior.

Considero o Cosmos não apenas como uma expressão de equações matemáticas, mas como um jogo de forças líricas que como um ser vivo, está cheio de amor, admiração e curiosidade alegre pela aventura. Muitas vezes me pergunto como seria viver com a visão de que a vida humana é o resultado de forças aleatórias, acidentais, como um acontecimento sem sentido, obrigada a viver os seus anos na parte de trás de uma rocha morta arremessado por um Universo sem vida. Lembro-me do “Mito de Sísifo “, uma figura da mitologia grega que foi condenado a repetir por toda a eternidade a mesma tarefa sem sentido de empurrar uma pedra montanha acima, só para vê-la rolar para baixo novamente e, em seguida, empurrá-la novamente, infinitamente. Para mim, este ponto de vista exterior sem vida da vida é um verdadeiro absurdo [i]. E ainda assim as exigências físicas de uma vida normal nos obrigam a concentrar o nosso olhar continuamente no exterior, onde nossa consciência desperta tem que lidar diariamente com todos os impactos e barulho vindo do exterior, é um trabalho muito físico que pode, e muitas vezes faz, ocupar toda a consciência e percepção consciente de uma pessoa. No entanto, algumas pessoas olham para fora deste mundo, direcionam o olhar para o seu interior. Refiro-me a isto como a vida interior, pelo qual uma pessoa sente profundamente, sabe intuitivamente que existe outra perspectiva sobre a vida, que é muito mais rica, penetrante e sutil e ainda que deve ser buscada com todo o seu esforço.

Existem muitas pessoas, na verdade elas podem ser a maioria, que nunca buscaram ou sentiram um impulso para a vida interior. Elas nunca pararam para perguntar não apenas um “por que estou aqui ?” Mas também “como eu vim parar aqui?” Esta é uma questão fundamental que parece incomodar algumas pessoas. Não é injusto dizer que algumas pessoas só conhecem a si mesmas pelo nome que elas usam por toda a vida. Se pressionadas, teriam dificuldades para realmente se distinguir dos outros que carregam atitudes e opiniões condicionadas semelhantes. E, no entanto esta percepção está muitas vezes escondida delas.

Talvez o choque de tal reconhecimento pudesse perturbar muito o nosso equilíbrio mental e emocional. Por isto a maioria das pessoas continua a se identificar e se individualizar através do nome que ostenta ou o trabalho que ela escolheu exercer. Isto é evidente no momento em que alguém é perguntado quem ele é, ele responde com o seu nome ou a sua ocupação. É uma questão muito inquietante para algumas pessoas se elas puderem responder a esta pergunta somente com a sua função de trabalho ou o seu nome. Também é verdade que na maioria das vezes esta pergunta socialmente aceita só é solicitada e dirigida a uma pessoa em um nível superficial e banal. E assim, a pessoa realmente permanece um mistério ao longo da vida. Esta é uma condição comum para a maioria de nós. …Lá vem aquele filme novamente e ele está dizendo que a sua experiência consciente é apenas uma consequência do funcionamento químico do cérebro, eu faço isto, eu faço aquilo, eu vejo isto, eu sinto aquilo, eu acho que isto… Mas o “eu” é apenas um estado de consciência que vem como um subproduto de um complexo de neurônios… Mas espere um minuto, eu não acabei de observar os meus próprios pensamentos e sentimentos… O que está de novo partindo do “eu” ? É este, o meu verdadeiro eu ? Ou este observador dos meus pensamentos é apenas mais um subproduto neuronal observando o funcionamento de um outro subproduto aleatório ?… Ah, aqui está o filme de novo, vou seguir o seu roteiro, esqueci a falha novamente…

Existe também o caso em que muitas pessoas se rebelam contra sua natureza essencial, sabem elas disto ou não. As pessoas podem dizer mil coisas, ou apenas uma coisa e, no entanto, em cada momento falado elas se afastam do essencial. Mais uma vez, o que é conhecer a si mesmo ? Para crescer, para se desenvolver, para alcançar o entendimento e a autoconsciência, o que essas coisas significam para a pessoa todos os dias ? Na melhor das hipóteses, a sociedade tornou-os conceitos abstratos, ou formas de pensamento positivo. Dentro de nossas culturas específicas estamos tão acostumados a viver em um nível primário, básico, à nível de sobrevivência, que passamos muito pouco tempo prestando atenção no nosso interior. Na verdade, a noção de um mundo interior, muitas vezes continua a ser um luxo para poucos. O resto de nós prefere continuar gerenciando e lidando com a vida normal.

E assim vivemos com muitas perguntas não reconhecidas, deixando de notá-las ou ignorando o nosso interior. Será que já nos perguntamos por eventos que acabaram desta maneira ? Ou será que as forças de divisão, polaridade e ignorância que impulsionam o nosso mundo são tão convincentes que não buscamos nenhuma outra razão (ou desculpa ?) para as esquisitices do nosso mundo e sua realidade incongruente ? Talvez nós não encontramos nenhuma necessidade imperiosa de querer ver as coisas de uma maneira diferente. Na verdade, algumas pessoas procuram ativamente esquecer e não param para questionar.

A compulsão para esquecer é susceptível de ser racionalizada, chamando-a por outro nome. Através da busca de diversões prazerosas e distrações através do entretenimento, desafios, ou atividades que causam dependência, as pessoas estão realmente procurando esquecer. A mitologia grega conta que antes da alma humana encarnar neste mundo ela bebe no rio do esquecimento, um dos cinco rios do submundo, para que ela não se lembre de suas origens divinas. Da mesma forma, existe uma lenda judaica que fala de como somos golpeados na boca por um anjo antes do nascimento de modo que não podemos falar das origens divinas do nosso pré nascimento. Nós viemos de origens inspiradas e sagradas, mas quando chegamos a esta realidade terrena ficamos emudecidos e necessitados. Ou melhor, talvez seja apenas a chave que nos falte, o guia fundamental para desbloquear as nossas memórias e direcionar o olhar para o nosso interior e o desejo de alma. A verdade pode ser que ao invés de esquecer quem somos, de fato estamos aqui para lembrar quem somos.

Às vezes é uma tragédia ou uma catástrofe que aciona a pessoa para recordar e procurar respostas. Em uma escala maior, talvez seja necessário a humanidade chegar a um ponto de crise em seu materialismo, consumismo e sistemas sociais, para que surja dentro das pessoas a necessidade de buscar algo mais. A vida interior é reconhecer que a natureza essencial do ser humano é buscar algo mais, algo além. Esta necessidade de comunhão com algo maior foi tentada ser preenchida pelos religiosos e / ou tradições espirituais. No entanto, a necessidade do ser humano de uma vida significativa, de desenvolvimento, ainda não foi atendida por nossa sociedade através da religiões, especialmente nas culturas altamente industrializadas. Nós desenvolvemos nossa fé, nossa razão, nossas atividades mentais, nós instalamos indústrias e criamos tecnologias inovadoras, mas ainda não conseguimos trabalhar nós mesmos. Nós não conseguimos elevar nossa alma.

Cultivar os valores da alma, bem como cuidar da alma não são especificamente atividades introvertidas ou monásticas, elas não requerem introspecção firmes ou uma retirada dramática do mundo. O poeta romântico Keats disse: “Ligue para o mundo, por favor, se você vai buscar o benefício de cultivar os valores da alma”. É minha opinião que “os valores da alma” precisam ser reimaginados e reintegrados na nossa sociedade. Não precisamos voltar para o animismo ou uma alquimia para encontrar os valores da alma. Podemos encontrá-lo aqui, no cotidiano, AGORA. A expressão genuína de uma verdade não toma nenhuma forma fixa. Autodesenvolvimento, ou auto aperfeiçoamento, se preferir, não é uma ideologia ou uma ciência fixa. É um direito humano básico. A vida interior deve ser reconhecida como uma necessidade inerente ao ser humano e deve ser socialmente aceitável e incentivada a parte de olharmos diretamente em sua direção. Afinal, se o Sol exterior sobe, mas o sol interior não, então nada foi adquirido.

“O UM é o arquiteto do interior. Que trabalha na arquitetura de interiores”.~Anon

[I] Não é de se admirar então que o filósofo francês Albert Camus escreveu um ensaio intitulado “O Mito de Sísifo” (1942), onde descreve a busca inútil do homem para encontrar sentido em um mundo ininteligível.

©Kingsley L. Dennis

Origem: kingsleydennis

Tradução e Divulgação: A Luz é Invencível

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10 comentários em “A Vida Interior

    • Olá Beto

      Obrigado pela presença constante e pela luz que compartilha com todos.

      Muita Paz, luz, amor e expansão de consciência
      Equipe da Luz é Invencível

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  1. Olá Dario

    Essa é excelente,por que mostra que estar no Agora sempre,é o mais producente.

    Exatamente é quando se está no Zen,que se sente.

    Muitas vibrações intensamente positivas

    Mônica

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  2. Pingback: A Vida Interior – 21.09.2016 | Senhora de Sírius

  3. Dario bom dia,

    Muitos dizem que o objetivo da filosofia é procurar o sentido da vida, porém alguns filósofos como Albert Camus e Jean-Paul Satre, entendiam que na verdade a vida não tem sentido.Quando analisamos o universo de maneira fria, percebemos nossa insignificância em relação a ele; para o mundo, nossa existência não tem e nem precisa ter um sentido, apenas existimos.
    Paremos um pouco e iremos bem fundo neste raciocínio; se o ser humano destruir o planeta terra com um ataque de bombas de hidrogênio, qual diferença haveria para o universo? Vamos um pouco mais fundo nesse pensamento, e vamos supor que o ataque fosse feito à outros planetas e estrelas, não mudaria absolutamente nada pois o universo é imenso e não tem desejos, vontades, ele simplesmente existe, e continuaria existindo,pois a Mente Universal é incompreensível para a mente material.
    .Diferente do universo, nós temos uma ferramenta que foi “desenvolvida” através de um” projeto biológico potencialmente espiritual ainda” – que é chamada de mente — e esta ferramenta faz com que nós sentimos que nossas vidas devem ter um sentido.Porém, já eliminamos um sentido absoluto da vida, ou seja, o sentido da vida já passa a ser subjetivo, cada indivíduo escolhe o seu, proporcionando uma liberdade individual(?).Muitos poderiam concluir que o sentido da vida então é a busca da felicidade – pois parece que todos os seres humanos querem ser felizes – essa posição era sustentada pelos filósofos da Antiguidade, mas como que iremos atingir a felicidade plena? Não é preciso ficar triste para saber o que é ficar feliz?

    Vamos olhar de um prisma diferente…
    Nota;Usemos o seguinte gabarito;(?)=experiência conduzida.

    Ocorre que a vida não é coerente, não no sentido em que nossa racionalidade compreende o significado dessa palavra. A vida tem suas próprias leis, seu dinamismo pertence à outra dimensão, que não é a da lógica humana. Então, quando tentamos encaixá-­la em nossos conceitos, ela nos parece totalmente caótica e sem sentido. A vida não tem qualquer intenção de nos criar problemas, ela simplesmente transcorre como deve ser, nossa mente(?) é que faz de cada acontecimento um problema. E, a partir daí, gera angústia, ansiedade, medo, infelicidade, uma torrente de emoções negativas, que nos paralisa e faz com que se torne impossível enxergar uma saída. Enquanto não entendemos que o segredo é uma certa(?) aceitação de cada situação, ­ e o entendimento de que todas elas têm como objetivo fundamental trazer­-nos algum aprendizado(?) ­, seguiremos lutando contra o fluxo natural(desconhecido para nós propositalmente) da existência, numa tentativa vã de fazer com que ela sempre se amolde aos nossos desejos(?). Viver de maneira total significa estar alerta, a cada momento, para tentar compreender a verdadeira intenção que se esconde(?) por trás da aparente falta de sentido(?) de tudo o que acontece em nossa vida. Entregar-­se em total confiança, com a certeza de que o divino sempre sabe o que é melhor para nós(?), exige uma mudança radical em nosso padrão de consciência. Por mais difícil que seja, sem esta transformação será impossível(?) experimentar a paz e a felicidade com que tanto sonhamos(?)

    Vamos lançar um olhar sob o que o Zen tem para nos contar…
    A vida é paradoxal e o Zen é um simples espelho­/reflexo da vida. Zen não é uma filosofia. As filosofias nunca são paradoxais, filosofias são muito lógicas ­ porque filosofias são construções mentais. O homem as faz; Elas são fabricadas pelo homem. Elas são feitas pelo homem, sob medida, lógicamente organizadas, dispostas confortávelmente(?) para que você possa acreditar nelas. Todas as partes que vão contra a construção foram retiradas, erradicadas, jogadas fora. Filosofias não refletem a vida como tal, ­ elas são escolhidas a partir da vida( grande frase reveladora da experiência conduzida). Elas não são matérias ­primas, são construções da cultura. O Zen é paradoxal porque não é uma filosofia. Zen não está preocupado com o que a vida é. Zen considera que tudo deve ser refletido como é. Não se deve escolher ­, porque no momento em que você escolher, torna-­se falso. Escolha traz inverdade. Não escolha, permaneça sem escolha ­ e você permanece fiel…( O Zen é o grande lance para anular a tal experiência conduzida).

    Continuamos com o mesmo gabarito, observem;

    Zen não é uma filosofia. Zen é um espelho. É um reflexo do que È… Esta paradoxalidade é a própria natureza em si ­ dia e noite, verão e inverno, o Bem e o Mal estão juntos.Vejamos este beco sem saída; O Zen diz que se você diz que Deus é bom, então, surge um problema depois: de onde vem o mal?Deus quer o bem. Mas de onde é que vem o Mal? Então, os filósofos estão em apuros e, finalmente, eles têm que admitir que Deus criou o Mal também… Se o Mal também é criado por Deus, então, Deus permanece a assinatura única da existência; então Deus continua a ser o único autor. Então, tudo o que está acontecendo está acontecendo através dele ­ e ele é paradoxal(?); Isso é o que o Zen diz: Deus é paradoxal, tão paradoxal quanto a própria existência. Deus não é nada, mas um outro nome para a existência, para a totalidade da existência. Depois de entender isso, uma paradoxalidade, um grande silêncio surge em nós…;outro exemplo;-O Zen traz grande saúde mental para a humanidade. Ele diz que você é ambos;Bem e Mal, então, aceite ambos. Não negue, não escolha; aceite ambos. E nesta aceitação há uma transcendência, eis o que um homem sagrado é, ­ nem bom, nem mal, ou ambos… E quando uma pessoa é ambos, consciente de ambos, os opostos se anulam (leis da física). Apenas tentemos entender isso, que é uma das chaves mais fundamentais do Zen. Quando você aceita tanto o bom como o ruim e você não escolhe, o mau e o bom se anulam, o negativo e o positivo se anulam( e a experiência conduzida,também); De repente, há silêncio, não é nem bom nem ruim, é apenas a existência, sem julgamento. Zen é não-­julgamento. É não-condenação. É não-­avaliação. Ele lhe dá a liberdade absoluta para ser…..e existir, apenas.

    Uma vida interior corresponde á um sinal de que o projeto mente está respondendo á experiência;vida extracorpórea com uma mente é real,pois a experiência progride e etapas tem de ser vencidas para que o Espírito venha a florescer completamente,pois ainda está em estado latente.

    Depois de algum tempo de experiência de vida e refletindo sobre o assunto, não achei sentido para a vida que achamos que levamos sem estar em uma tremenda experiência conduzida por mentes brilhantes(??); posso estar tremendamente enganada, mas depois de não encontrar, percebi que a vida fora da experiência é melhor sem sentido e que uma vida sem sentido na verdade tem um sentido: o de simplesmente viver. Colocando uma conotação para pensar abaixo,meditemos;

    “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” – Clarice Lispector

    Obs;sem experiências conduzidas, por favor.

    Curtido por 1 pessoa

    • Olá Mônica

      Obrigado pelo comentário, pela parceria, pela amizade e pela luz que comprtilha com todos.

      Para mim a Clarice acertou foi nesta frase: “Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito”.

      Muita Paz, luz, amor e expansão de consciência
      Dario

      Curtido por 1 pessoa

    • Cara Mônica, seu comentário é de uma coerência rara de se encontrar nos sites que visito, parabéns. Realmente acredito que ainda temos muito o que apreender sobre a nossa própria consciência, sobre o que literalmente seja a vida ou as variações que a vida manifesta no próprio ser. Temos um problema de definições das palavras e termos, com interpretações diferentes entre as pessoas, o que dificulta muito os entendimentos e os acertos sobre os conteúdos de muitas questões expostas para se acessar os processos de evolução consciente. Com intuito de tentar acrescentar algo ao que você explicou; humildemente porém, acredito que as maiores e mais profundas verdades, podem ser explicadas de modo e forma simples que qualquer cultura consiga compreender e assimilar; porque acredito ser esse um objetivo primordial na criação. Os humanos complicam tudo a que lhe é destinado desenvolver. A vida material em base só pode ser bem compreendida a partir de 5 sentidos físicos, porquanto a consciência não é física, nem a emoção, nem os sentimentos, nem os pensamentos. Assim, há um outro ambiente dimensional para essas qualidades do ser, que não da matéria: multidimensionalidade, multiversos, ou coisa parecida. Se o ser conclui que é de natureza dimensional, e o corpo é morada momentânea da consciência imutável e imortal, fica muito fácil compreender a vida e suas razões, sem julgamentos com o pré-conceito de quem ainda não conhece todas as possibilidades das verdades para cada um. Os povos com costumes espiritualistas certamente vivem melhor pela facilidade nessa compreensão: são menos materialistas, menos gananciosos, pacíficos, alegres, compartilham-se e são mais voltados para o cotidiano presente. Mas quem descobre ser um ser criado pelo amor do Criador e, estando no corpo ter esta consciência perfeita, em todo momento, vive a felicidade plena em qualquer circunstância terrena material; porque sabe que sua consciência pode sempre colher os frutos da experiência, sem que lhe furtem qualquer qualidade da divindade. A vida passa a ser-lhe então uma benção de aprendizados; um compartilhamento de idéias com inúmeras variáveis de viventes, plantas, animais, humanos e entes espirituais; tudo disponível a si pelo criador que nada cobra, nada ordena, nada determina, apenas providencia por suas leis a dinâmica da evolução consciente. Fiquei muito feliz com seu comentário, obrigado. Namastê!

      Curtido por 1 pessoa

      • Olá Sr Marcos

        Obrigada pelo comentário, pela presença e pelas palavras gentis de incentivo ao nosso trabalho.

        O senhor tocou em um ponto importante, que tem truncado o aumento de consciência no planeta e , se isso não for equalizado, continuaremos á passos lentos.O excesso de definições de diferentes doutrinas, filosofias,definições para isso ou aquilo, sem contar a lavagem cerebral das religiões, faz deste planeta uma Torre de Babel;isso ocorre exatamente porque temos vários níveis de consciência que não se alinham ,não existe um concenso generalizado sobre o que seja a Fonte Primordial, a nossa essência divina, sobre o que consiste na experiência da vida em si e no aspecto Universo ,o conceito de cada um está á quilômetros de distância da realidade,por falta de conhecimento e intelecto.

        A que poderíamos atribuir esse baixo nível de consciência da maioria?Um projeto biológico ainda em testes, passível de erro, apesar de se apregoar que o corpo humano é perfeito( se assim o fôsse, não teríamos tantas doenças psicossomáticas, derivadas de uma mente em teste),que tudo acontece como tem de acontecer, que nenhuma folha cai de uma árvore que Deus não saiba(fatalismo),que somos “deuses criadores” com essa consciência que está aí e uma mente material que não reconhece, na maioria da população mundial, nada que não venha do materialismo existencialista;o resto são especulações, misticismo,religiões massacrantes e sociedade altamente preconceituosa e dogmática.

        Não foi fácil para a ciência estabelecer os pressupostos que definem o que é a vida.Vive tudo o que se move? Tudo o que se nutre? Tudo o que respira? Tudo o que pulsa?Tudo o que vibra? Tudo o que estabelece algum tipo de troca energética com o seu ambiente?Mesmo quando foi possível traçar uma linha divisória entre o que vive e o que não vive, essa linha ainda tem pontos cegos, zonas obscuras, onde simplesmente não há como distinguir o que está vivo do que não está. E não é difícil entender por que.Tudo o que existe é feito de átomos, mais ou menos densamente agrupados, mais ou menos intensamente integrados, trocando energias com maior ou menor periodicidade. Mas sempre vibrando, pulsando a partir de um ponto central.Abandonando o padrão ocidental de pensamento, sentimos e sabemos que tudo o que existe está vivo.Vida é um fenômeno que acomete a todo o existente. Se estende sobre todo o Universo e é qualidade absoluta de tudo o que há.

        Vida é consciência emanando a partir de um ponto central(?) buscando expandir­-se para a sua máxima possibilidade de irradiação, para exprimir a sua primeira e imediata realidade. A afirmação de que “É o que é”. Vida é consciência materializada,constantemente repetindo: EU SOU.

        Se permanecermos alguns minutos em silêncio, propostos a um mediano exercício de sinceridade e nos perguntarmos qual é a razão última para tudo o que fazemos,chegaremos fatalmente a reconhecer que tudo o que temos de verdadeiramente nosso é o ritmado (ou desritmado) bater de nosso coração.Esse pulsar é a exteriorização mais imediata de nossa consciência, afirmando repetidamente que “É aquilo que é”.Todo o existente é uma porção individualizada de matéria inconsciente, que só se torna consciente através da mente,que se molda com a experiência á que é submetida, organizada de forma a expandir-­se a partir de um centro(?) buscando irradiar e trocar energias, em esferas de influência cada vez maiores.

        Com sinceridade absoluta em uma análise de nós mesmos, reconhecendo que somos consciência materializada, pulsando a afirmação constante de que “Somos o que somos” e buscando irradiar essa energia afirmativa para todas as demais consciências que conosco compartilham o Universo, teremos conseguido fazer aquilo que a maioria das pessoas considera bem difícil realizar.Teremos entrado em comunhão com esse “Todo”, ou ponto central,Fonte Primordial, essência divina.Nos sentiremos parte daquilo que únicamente existe e verdadeiramente È.Teremos atingido o tal Alfa e Ômega ,princípio e fim.E mesmo que não tenhamos a menor intenção, estaremos em contato com a essência
        do Universo. A fonte da própria vida. A vida, como ela é.Chegamos no Zen.

        Para meditarmos;

        “Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente”.
        Dalai Lama

        E

        “Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias;A maneira de fazer é sendo.”.
        Lao-Tsé

        Fique á vontade para suas considerações e venha fazer parte do nosso time de comentaristas

        Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz e Invencível

        Curtido por 1 pessoa

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