A Crença em “Deus”, é um delírio?-A religião como subproduto de outra coisa-

O POTENCIAL DE CONSOLO DE UMA CRENÇA,NÃO ELEVA SEU VALOR DE VERDADE

Há muita gente por aí que foi criada dentro de uma ou outra religião e ou está infeliz com ela, ou não acredita nela, ou está preocupada com tudo de mau que tem sido feito em seu nome,ou ainda ,decidiu que não quer mais ficar á mercê de ter uma; pessoas que sentem um vago desejo de abandonar a religião de seus pais e que gostariam de poder fazê-lo, mas simplesmente não percebem que deixar a religião é uma opção. Se você for uma delas, este texto é para você. Sua intenção é conscientizar — conscientizar para o fato de que ser desbloqueado é uma aspiração realista, e uma aspiração corajosa e esplêndida. É possível ser uma pessoa sem religião institucionalizada e feliz, equilibrado, ético e intelectualmente realizado. Essa é a primeira das mensagens de conscientização do post.

Deus, um Delírio – Richard Dawkins

Richard Dawkins, o mundialmente aclamado biólogo , pesquisador ,com um poderoso texto desmistificador/ purificador varre completamente as crenças infantis, irracionais por definição, professadas pela maioria dos adultos. A maioria dos quais,  “capazes de perpetrar os mais cruéis e violentos atos de atrocidade contra seus semelhantes, supostamente para provar a superioridade ética de suas crenças irracionais, ilógicas e cruelmente nocivas”.Apesar de se considerar um “Ateu convicto”, suas considerações sobre as religiões e crenças, seu conceito sobre a inexistência do deus das religiões e as provas científicas de um design inteligente do Universo que estão sendo agora conhecidos pela Física Quântica, vem lançar uma luz sobre uma história de 5000 anos em cima de todas as religiões, crenças e dogmas que a humanidade vem entendendo como Verdade e adotando em seu comportamento social.

Dawkins apresentou – paralelamente ao desenvolvimento do seu livro  – uma série de programas na BBC, intitulados “A Raiz de Todo o Mal”: a religião.Neste Best Seller, saudado pelos mais renomados intelectuais e cientistas do mundo contemporâneo, Dawkins desnuda completamente as fragilidades das crenças religiosas, assim como todas as atrocidades monstruosas cometidas em seu nome ao longo dos séculos.Deliberadamente, declara, optou por não frisar os pontos já mundialmente condenados das práticas cristãs – vale aqui ressaltar que se ateve principalmente às religiões cristãs e as que a precederam na mesma linhagem (nomeadamente o Judaísmo e o Islamismo) por serem aquelas com que tem maior familiaridade ;Ele desmistifica como “Deus”, o que a maioria dos crentes o entende: uma espécie de Macho-Alfa vivendo num lugar indeterminado, uma espécie de “céu espiritual”, que teria criado o mundo e tudo o que nele existe (incluindo os seres humanos) a pouco mais ou menos de 5.000 anos, mantendo-se particularmente atento ao que todos os cerca de 6 Bilhões de seres humanos do planeta Terra pensam e fazem durante as 24 horas do dia nos 7 dias da semana.

A PRIMEIRA CONCIENTIZAÇÃO

Imagine, junto com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine o mundo sem ataques suicidas, sem as Cruzadas, sem caça às bruxas, sem a Conspiração da Pólvora, sem a divisão em castas da Ìndia, sem as guerras entre israelenses e palestinos, sem massacres sérvios/croatas/muçulmanos, sem a perseguição de judeus como “assassinos de Cristo”, sem os “problemas” da Irlanda do Norte, sem “assassinatos em nome da honra”, sem evangélicos televisivos de terno brilhante e cabelo bufante tirando dinheiro dos ingênuos (“Deus quer que você doe até doer”). Imagine o mundo sem o Talibã para explodir estátuas antigas, sem decapitações públicas de blasfemos, sem o açoite da pele feminina pelo crime de ter se mostrado em um centímetro. Se você se sente aprisionado na religião em que foi criado, valeria a pena se perguntar como isso aconteceu. A resposta normalmente é alguma forma de doutrinação infantil. Se você é religioso, a imensa probabilidade é de que tenha a mesma religião de seus pais. Caso tenha nascido em um país católico e ache que o Cristianismo é a verdade e o Islã é a mentira, sabendo muito bem que acharia o contrário se tivesse nascido no Afeganistão, então você é vítima da doutrinação infantil.(nota pessoal;È a forma mais comum de começar uma lavagem cerebral;doutrinar as crianças de forma religiosa, como  só se pudesse ser correto ,ético fraterno e honesto, se tiver uma religião) 

OS RÓTULOS

Assim como as feministas se arrepiam quando ouvem um “ele” em vez de “ele ou ela”, ou “o homem” em vez de “a humanidade”, quero que todo mundo estremeça quando ouvir uma expressão como “criança católica” ou “criança muçulmana”. Fale de uma “criança de pais católicos”, se quiser; mas, se ouvir alguém falando de uma “criança católica”, interrompa-o e educadamente lembre que as crianças são novas demais para ter uma posição nesse tipo de assunto, assim como são novas demais para ter uma posição sobre economia ou política. Exatamente porque meu objetivo é conscientizar, não peço desculpas por mencionar isso . Nunca é demais repetir. Vou dizer de novo. Aquela não é uma criança muçulmana, mas uma criança de pais muçulmanos. Aquela criança é nova demais para saber se é muçulmana ou não. Não existe criança muçulmana. Não existe criança cristã.Pesquisas  sugerem que o número de ateus e agnósticos supera de longe o de judeus religiosos, e até o da maioria dos outros grupos religiosos específicos. Diferentemente dos judeus, porém, que notóriamente são um dos lobbies políticos mais eficazes dos Estados Unidos, e diferentemente dos evangélicos, que exercem um poder político maior ainda, os ateus e agnósticos não são organizados e, portanto práticamente não têm nenhuma influência. Na verdade, organizar aqueles que não tem religião já foi comparado a arrebanhar gatos, porque eles tendem a pensar de forma independente e a não se adaptar à autoridade. Mas um bom primeiro passo seria construir uma massa crítica daqueles dispostos a “sair do armário”, incentivando assim os outros a fazer o mesmo. Embora não formem um rebanho, gatos em número suficiente podem fazer bastante barulho e não ser ignorados.

Carl Sagan escreveu, em Pálido ponto azul: Como é possível que práticamente nenhuma religião importante tenha olhado para a ciência e concluído: “Isso é melhor do que imaginávamos! O universo é muito maior do que disseram nossos profetas, mais grandioso, mais sutil, mais elegante”? Em vez disso, dizem: “Não, não, não! Meu deus é um deus pequenininho, e quero que ele continue assim”. Uma religião, antiga ou nova, que ressaltasse a magnificência do universo como a ciência moderna o revelou ,poderia atrair reservas de reverência e respeito que continuam quase intocadas pelas crenças convencionais. Todos os livros de Sagan tocam no nervo exposto do assombro transcendente monopolizado pela religião nos últimos séculos.

UMA VISÃO MODERNA DE “DEUS”

O físico e prêmio Nobel  Steven Weinberg defendeu a questão melhor que ninguém : “Algumas pessoas têm uma visão de Deus tão ampla e flexível que é inevitável que encontrem Deus onde quer que procurem por ele. Ouvimos que “Deus é o supremo” ou que “Deus é nossa melhor natureza” ou que “Deus é o universo”. É claro que, como qualquer outra palavra, a palavra “Deus” pode ter o significado que quisermos. Se alguém quiser dizer que “Deus é energia”, poderá encontrar Deus num pedaço de carvão. Weinberg está bem certo quando diz que, para que a palavra “Deus” não se torne completamente inútil para os religiosos de plantão, ela deve ser usada do modo como as pessoas normalmente a entendem: para denotar um criador sobrenatural “adequado à nossa adoração”.

A PENSAMENTO DE EINSTEIN

Infelizmente, a indistinção entre o que se pode chamar de religião einsteniana e a religião sobrenatural causa muita confusão. Einstein às vezes invocava o nome de Deus (e ele não é o único cientista que se dizia  ateu a fazer isso), dando espaço para mal-entendidos por parte de adeptos do “sobrenaturalismo” ,loucos para interpretá-lo mal e reclamar para o seu time pensador tão ilustre. O final dramático (ou seria malicioso?) de Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking, “pois então conheceremos a mente de Deus”, é notóriamente mal interpretado. Ele levou as pessoas a acreditar, errôneamente, é claro, que Hawking é um homem religioso.

“O que a maioria das  pessoas sem religião acredita é que, embora só haja um tipo de matéria no universo, e é a matéria física, dessa matéria nascem a mente, a beleza, as emoções, os valores morais — em suma, a gama completa de fenômenos que enriquecem a vida humana”. Os pensamentos e as emoções humanas emergem de interconexões incrívelmente complexas de entidades físicas dentro do cérebro. Um não-religioso, em um sentido filosófico – naturalista, é alguém que acredita que não há  além do mundo natural e físico, nenhuma inteligência “sobrenatural” vagando por trás do universo observável, e que não existem milagres — exceto no sentido de fenômenos naturais que não compreendemos ainda. Se houver alguma coisa que pareça estar além do mundo natural, conforme o entendemos hoje, esperamos no fim ser capazes de entendê-la e adotá-la dentro da Natureza do nosso Universo. Assim como acontece sempre que desvendamos um arco-íris, ela não será menos maravilhosa por causa disso.(nota pessoal;TUDO ESTÁ NO TODO E O TODO ESTÁ EM TUDO)

EINSTEIN E A RELIGIÃO

Uma das declarações mais citadas de Einstein é “Sem a religião, a ciência é capenga; sem a ciência, a religião é cega”. Mas Einstein também disse: “É claro que era mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que está sendo sistematicamente repetida. Não acredito num Deus pessoal e nunca neguei isso, e sim o manifestei claramente. Se há algo em mim que possa ser chamado de religioso, é a admiração ilimitada pela estrutura do mundo, do modo como nossa ciência é capaz de revelar”.

Parece que Einstein se contradiz? Que suas palavras podem ser escolhidas a dedo para arranjar citações que sustentem os dois lados da discussão? Não. Por “religião” Einstein quis dizer algo totalmente diferente do significado convencional. Conforme eu prosseguir esclarecendo a distinção entre a religião sobrenatural, de um lado, e a religião einsteiniana, do outro, tenha em mente que só estou chamando de delírio os deuses sobrenaturais. Seguem algumas outras citações de Einstein, para dar um gostinho da religião einsteiniana:

“Sou um descrente profundamente religioso. Isso é, de certa forma, um novo tipo de religião. Jamais imputei à natureza um propósito ou um objetivo, nem nada que possa ser entendido como antropomórfico. O que vejo na natureza é uma estrutura magnífica que só compreendemos de modo muito imperfeito, e que não tem como não encher uma pessoa racional de um sentimento de humildade. É um sentimento genuinamente religioso, que não tem nada a ver com misticismo. A idéia de um Deus pessoal me é bastante estranha, e me parece até ingênua.”(NOTA PESSOAL;MESTRE INTERIOR=EU SUPERIOR/DEUS PESSOAL NÃO É DEUS INDIVIDUAL, POIS O CONCEITO DO “TODO ESTÁ EM TUDO” NÃO SE ENCAIXA NESTA AFIRMAÇÃO ;POR ESSA RAZÃO QUE EINSTEIN DISCORDAVA)

Em números cada vez maiores desde sua morte, apologistas da religião, de forma compreensível, tentam reclamar Einstein para o seu time. Alguns dos religiosos contemporâneos á ele o viram de maneira bem diferente. Em 1940, Einstein escreveu um trabalho famoso justificando sua declaração “Eu não acredito num Deus pessoal”. Junto com outras semelhantes, essa declaração provocou uma enxurrada de cartas de religiosos ortodoxos, muitas delas aludindo à origem judaica de Einstein.  Ele indignou-se muitas vezes com a sugestão de que era teísta. Ou panteísta, como Spinoza, cuja filosofia admirava: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela na harmonia ordenada daquilo que existe, não num Deus que se preocupa com os destinos e as ações dos seres humanos”?

TEÍSTAS E DEÍSTAS

Refresquemos nossa memória sobre a terminologia-Coloquemos esse deus fora de nós;assim teremos:

1-Um teísta acredita numa inteligência sobrenatural que, além de sua obra principal, a de criar o universo, ainda está presente para supervisionar e influenciar o destino subseqüente de sua criação inicial. Em muitos sistemas teístas de fé, a divindade está íntimamente envolvida nas questões humanas. Atende á preces; perdoa ou pune pecados; intervém no mundo realizando milagres; preocupa-se com boas e más ações e sabe quando as fazemos (ou até quando pensamos em fazê-las).

2-Um deísta também acredita numa inteligência sobrenatural, mas uma inteligência cujas ações limitaram-se a estabelecer as leis que governam o universo. O Deus deísta nunca intervém depois, e certamente não tem interesse específico nas questões humanas.

3-Os panteístas não acreditam num Deus sobrenatural, mas usam a palavra Deus como sinônimo não sobrenatural para a natureza, ou para o universo, ou para a ordem que governa seu funcionamento.

4-Os deístas diferem dos teístas pelo fato de o Deus deles não atender a preces, não estar interessado em pecados ou confissões, não ler nossos pensamentos e não intervir com milagres caprichosos.

5-Os deístas diferem dos panteístas pelo fato de que o Deus deísta é uma espécie de inteligência cósmica, mais que o sinônimo metafórico ou poético dos panteístas para as leis do universo.

6-O panteísmo é um ateísmo enfeitado. O deísmo é um teísmo amenizado.

Há todos os motivos do mundo para se imaginar que einsteinismos famosos como “Deus é sutil, mas não é malicioso” ou “Ele não joga dados” ou “Deus teve escolha para criar o universo?” sejam panteístas, e não deístas, e certamente não teístas. “Deus não joga dados” deve ser traduzido como “A aleatoriedade não habita o cerne de todas as coisas”. “Deus teve escolha para criar o universo?” significa “Teria podido o universo começar de alguma outra forma?”. Einstein usou “Deus” num sentido puramente metafórico, poético. Assim como Stephen Hawking, e como a maioria dos físicos que ocasionalmente escorrega e cai na terminologia da metáfora religiosa.(nota pessoal;O conceito abordado aqui é muito mais amplo que um simples deus religioso teísta, que é o da maioria das religiões de templo;panteísta,pois está ligado á natureza e ao Universo e deísta,porque acredita que o Universo foi criado com leis precisas,não aleatórias;todas essas premissas englobam um conceito de PLENUM CÓSMICO, que difere das religiões institucionalizadas)

Deixe-me resumir a religião einsteiniana em mais uma citação do próprio Einstein: “Ter a sensação de que por trás de tudo que pode ser vivido há alguma coisa que nossa mente não consegue captar, e cujas belezas e sublimidade só nos atingem indiretamente, na forma de um débil reflexo, isso é religiosidade. Nesse sentido, sou religioso”.

Nesse sentido também sou religioso, com a ressalva de que “não consegue captar” não necessáriamente significa “para sempre incaptável”. Mas prefiro não me autodenominar religioso, porque isso induz ao erro. Induz ao erro de forma destrutiva, porque, para a imensa maioria das pessoas, “religião” implica “sobrenatural”.

Carl Sagan disse bem: “se por ‘Deus’ se quer dizer o conjunto de leis físicas que governam o universo, então é claro que esse Deus existe.  O Deus metafórico ou panteísta dos físicos está a anos-luz de distância do Deus intervencionista, milagreiro, telepata, castigador de pecados, atendedor de preces da Bíblia, dos padres, mulas e rabinos, e do linguajar do dia-a-dia. Confundir os dois deliberadamente é, na minha opinião, um ato de alta traição intelectual.”

O DEUS DO ANTIGO TESTAMENTO

“A religião de uma Era é o entretenimento literário da seguinte.”~ Ralph Waldo Emerson

O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção: ciumento, e com orgulho; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo. Aqueles que são acostumados desde a infância ao jeitão dele podem ficar dessensibilizados com o terror que sentem. É injusto atacar um alvo tão fácil. A Hipótese de que Deus Existe não deve ser sustentada ou ser derrubada com base em sua instância mais desagradável, Javé, nem em seu oposto, o insípido rosto cristão do “Jesus gentil, manso e suave”.* (Para ser justo, essa persona efeminada deve-se mais a seus seguidores vitorianos que ao próprio Jesus. Será que alguma coisa pode ser mais açucarada e enjoativa que o “Todas as crianças cristãs devem ser/ Calmas, obedientes, boas como ele”,** de C. F. Alexander?) Não estou atacando as qualidades específicas de Javé, ou Jesus, ou Alá, ou de nenhum outro deus em particular como Baal, Zeus ou Wotan. Definirei a Hipótese de que Deus Existe de modo mais defensável: existe uma inteligência sobre-humana QUE NÃO COMPREENDEMOS AINDA E SÓ COMPREENDEREMOS COM O AUMENTO DE NOSSA CONSCIÊNCIA,PAULATINAMENTE, SEM PRAZO,SEM TEMPO NEM LUGAR,que projetou e criou deliberadamente o universo e tudo que há nele, incluindo nós. E mais: qualquer inteligência criativa, de complexidade suficiente para projetar qualquer coisa, só existe como produto final de um processo extenso de evolução gradativa. Inteligências criativas, por terem evoluído, necessáriamente chegam mais tarde ao universo e, portanto, não podem ser responsáveis por projetá-lo. “Deus,” no sentido da definição religiosa, é um delírio; e, como adiante veremos, um delírio pernicioso.Não é de surpreender, já que ela se baseia mais em tradições locais de revelações específicas do que em provas, que a Hipótese de que Deus Existe apareça em várias versões. Os historiadores da religião reconhecem uma progressão de animismos tribais primitivos, passando por politeísmos como os dos gregos, romanos e nórdicos, até os monoteísmos, como o Judaísmo e seus derivados, o Cristianismo e o Islã.

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O POLITEÍSMO HINDU

Seu politeísmo não é um politeísmo de verdade, mas um monoteísmo disfarçado. Há apenas um Deus — Brahma, o criador; Vishnu, o preservador; Shíva, o destruidor; as deusas Saraswati, Lakshmi e Parvati (mulheres de Brahma, Vishnu e Shiva); Ganesh, o deus-elefante, e as centenas de outros são apenas manifestações diferentes ou encarnações do mesmo Deus.Os cristãos devem aprovar tal sofisma. Rios de tinta medieval, sem falar do sangue, foram gastos para explicar o “mistério” da Trindade, e para suprimir desvios como a heresia ariana. Ário de Alexandria, no século IV d. C., negou que Jesus fosse consubstancial (isto é, de mesma substância ou essência) com Deus. Substância? Que “substância”? O que exatamente se quer dizer com “essência”?. “Muito pouco que possamos compreender com esse nível de consciência” parece a única resposta razoável. Mesmo assim, a controvérsia dividiu a cristandade ao meio por um século, e o imperador Constantino ordenou que todos os exemplares do livro de Ário fossem queimados. Dividir a cristandade brigando por minúcias — é o que a teologia sempre faz. Temos um Deus em três partes, ou serão três Deuses em um? A Catholic encyclopedia esclarece a questão, numa obra-prima do raciocínio teológico: Na unidade da Divindade há três Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sendo que essas Três Pessoas são distintas umas das outras. Assim, nas palavras do Credo de Atanásio: “o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus, contudo não há três Deuses, mas um só Deus”. Como se isso não estivesse suficientemente claro, a Encyclopedia cita o teólogo do século V São Gregório, o Milagreiro: Não há portanto nada que tenha sido criado, nada que tenha sido sujeitado a outro na Trindade: nem há nada que tenha sido acrescentado como se uma vez não tivesse existido, mas entrado depois: portanto o Pai jamais esteve sem o Filho, nem o Filho sem o Espírito Santo: e essa mesma Trindade é imutável e inalterável para sempre. Quaisquer que tenham sido os milagres que deram a são Gregório seu apelido, não eram milagres de lucidez. Suas palavras carregam o traço obscurantista característico da teologia, que — diferentemente da ciência e da maioria dos outros ramos da sabedoria humana — não mudou em dezoito séculos.

O POLITEÍSMO DA IGREJA CATÓLICA

Mas é principalmente o ramo católico romano da cristandade que empurra seu recorrente flerte com o politeísmo para a inflação descontrolada. A Trindade é (são?) acrescida de Maria, “Rainha do Céu” e todos os mitos que envolvem a virgem, que só não é deusa no nome, mas que certamente coloca o próprio Deus em segundo lugar como alvo de preces. O panteão ainda é inchado por um exército de santos, cujo poder de intercessão faz com que eles sejam, se não semideuses, úteis em seus assuntos específicos. O Fórum da Comunidade Católica nos dá uma mão e lista 5120 santos,18 junto com suas áreas de especialidade, que incluem dores abdominais, vítimas de abusos, anorexia, vendedores de armas, ferreiros, fraturas de ossos, técnicos de explosivos e problemas intestinais, para ficar só no comecinho da lista.. O que me impressiona na mitologia católica é em parte seu kitsch de mau gosto, mas principalmente a tranquilidade com que essa gente vai criando os detalhes. É uma invenção descarada. O papa João Paulo II criou mais santos que todos os seus antecessores de vários séculos juntos, e tinha uma afinidade especial com a” Virgem Maria”. Seus impulsos politeístas ficaram dramáticamente demonstrados em 1981, quando sofreu uma tentativa de assassinato em Roma e atribuiu sua sobrevivência à intervenção de Nossa Senhora de Fátima: “Uma mão materna guiou a bala”. Não dá para não se perguntar por que ela não a guiou para que se desviasse de vez dele. Ou se pode questionar se a equipe de cirurgiões que o operou por seis horas não merece pelo menos uma parte do crédito; mas talvez as mãos deles também tenham sido maternalmente guiadas(?). O ponto relevante é que não foi só Nossa Senhora que, na opinião do papa, guiou a bala, mas específicamente Nossa Senhora de Fátima. Presume-se que Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Medjugorje, Nossa Senhora de Akita, Nossa Senhora de Zeitoun, Nossa Senhora de Garabandal e Nossa Senhora de Knock estavam ocupadas com outros afazeres naquela hora.

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POLIMORFISMOS,DENOMINAÇÕES;MAIS SINCRETISMOS E MAIS CRENÇAS SEM EXPLICAÇÃO

Como os gregos, os romanos e os vikings lidam com essas charadas politeológicas? Vênus era só outro nome para Afrodite ou elas eram duas deusas distintas do amor? Thor, com seu martelo, era uma manifestação de Wotan ou outro deus? . Como já tratei um pouco do politeísmo para evitar a acusação de negligência, não direi mais nada sobre ele. Em nome da concisão, vou me referir a todas as divindades, sejam poli ou monoteístas, como apenas “Deus”. Também tenho consciência de que o Deus de Abraão é (para usar termos leves) agressivamente masculino, e esse fato aceitarei como convenção para o uso dos pronomes. Teólogos mais sofisticados declaram que Deus não tem sexo, embora algumas teólogas feministas queiram compensar injustiças históricas designando-a mulher. Imagino que, no cruzamento entre teologia e feminismo, a existência possa mesmo ser um atributo menos importante que o gênero. Sei que aqueles que criticam a religião podem ser atacados por não dar o devido crédito à fértil diversidade de tradições e visões de mundo que vêm sendo chamadas de religiosas. Obras antropológicamente informadas, de “O ramo de ouro, de James Prazer, a Religion explained(Religião explicada), de Pascal Boyer, ou In gods we trust (Acreditamos em deuses), de Scott Atran”, documentam de forma fascinante a bizarra fenomenologia das superstições e dos rituais. Leia esses livros e maravilhe-se com a riqueza da credulidade humana.

AS TRES RELIGIÕES ABRÂAMICAS

A mais antiga das três religiões abraâmicas, e a clara ancestral das outras duas, é o judaísmo: originalmente um culto tribal a um Deus único e desagradável, que tinha uma obsessão mórbida por restrições sexuais, pelo cheiro de carne queimada, por sua superioridade em relação aos deuses rivais e pelo exclusivismo de sua tribo desértica escolhida. Durante a ocupação romana da Palestina, o Cristianismo foi fundado por Paulo de Tarso como uma seita do Judaísmo menos intransigentemente monoteísta e menos exclusivista, que olhou além dos judeus e para o resto do mundo. Vários séculos depois, Maomé e seus seguidores retomaram o monoteísmo inflexível do original judaico, mas não seu exclusivismo, e fundaram o Islamismo a partir de um novo livro sagrado, o Corão, ou Qur’an, acrescentando uma forte ideologia de conquista militar à disseminação da fé. O Cristianismo também foi disseminado pela espada, primeiro nas mãos romanas, quando o imperador Constantino o elevou de culto excêntrico a religião oficial, depois nas dos cruzados e depois nas dos conquistadores e outros invasores e colonizadores europeus, com acompanhamento missionário. Para a maior parte de meus propósitos, as três religiões abraâmicas podem ser tratadas como indistinguíveis. Exceto quando eu declarar o contrário, terei principalmente o cristianismo em mente, mas apenas porque por acaso essa é a versão com que tenho mais familiaridade. E não me preocuparei com as ditas religiões ,que não o são,como o Budismo e o Confucionismo. Na verdade, o fato delas serem tratadas não como religiões mas como sistemas éticos ou filosofias de vida quer dizer uma coisa diferente.

O AGNOSTICISMO

O Agnosticismo Temporário na Prática, ou ATP, é o legítimo em-ci-ma-do-muro, quando realmente existe uma resposta definitiva, para um lado ou para o outro, mas para a qual ainda não temos evidências . Há uma verdade lá fora, e um dia esperamos conhecê-la, embora no momento não a conheçamos. Mas há também um tipo de em-cima-do-muro profundamente inescapável, que chamarei de APP (Agnosticismo Permanente por Princípio). O estilo APP de agnosticismo é adequado para dúvidas que jamais podem ser respondidas, não importa quantas provas coletemos, já que a própria idéia de prova não se aplica. A dúvida existe num plano diferente, ou numa dimensão diferente, além da zona que as provas podem alcançar. Um exemplo pode ser a velha charada filosófica: você vê o vermelho do mesmo jeito que eu? Quem sabe seu vermelho seja o meu verde, ou alguma coisa completamente diferente de qualquer cor que eu possa imaginar. Os filósofos citam essa como uma dúvida que jamais pode ser respondida, não importam quantas evidências possam um dia ficar disponíveis. E alguns cientistas e outros intelectuais estão convencidos de que a existência de Deus pertence à categoria de APP para sempre inacessível. A partir daí, como veremos, eles muitas vezes fazem a dedução pouco lógica de que a hipótese da existência de Deus e a hipótese de sua inexistência têm exatamente a mesma probabilidade de estar certas. A opinião que defenderei é bem diferente: o agnosticismo sobre a existência de Deus pertence firmemente à categoria temporária, ou ATP. Ou ele existe ou não existe. É uma pergunta científica; um dia talvez conheçamos a resposta, e enquanto isso podemos dizer coisas bem categóricas sobre as probabilidades.(nota pessoal;por essa razão, esse conceito de “Deus” jamais pode ser imposto por nenhuma religião;tudo passa pelo foro íntimo, evolução,live arbítrio,nível de consciência-é isso que queremos enfatizar com este texto;os questionamentos são necessários, na medida em que as pessoas ainda estão reféns destas crenças impostas e teleguiadas com suas intenções ocultas ou não;os despertos já tem suas próprias convicções individuais, que podem ou não pertencer á algum grupo definido-também é uma escolha-ou não;para os que ainda estão tomando conhecimento do que está exposto aqui,serve para uma auto-análise e um auto-questionamento,o que é sempre válido, quando se trata de mudar paradigmas e demolir dogmas).

A APOSTA DE PASCAL

O grande matemático francês Blaise Pascal achava que, por mais improvável que fosse a existência de Deus, há uma assimetria ainda maior na punição por errar no palpite. É melhor acreditar em Deus, porque se você estiver certo poderá ganhar o júbilo eterno, e se estiver errado não vai fazer a menor diferença. Por outro lado, se você não acreditar em Deus e estiver errado, será amaldiçoado para todo o sempre,por todos os credos e religiões e se estiver certo não vai fazer diferença. Pensando assim, a decisão é óbvia. Acredite em Deus. Há, porém, alguma coisa claramente esquisita no argumento. Acreditar não é uma coisa que se possa decidir, como se fosse uma questão política. Não é pelo menos uma coisa que eu consiga decidir por vontade própria. Posso decidir ir à igreja e posso decidir recitar a novena, e posso decidir jurar sobre uma pilha de Bíblias que acredito em cada palavra escrita nelas. Mas nada disso pode realmente me fazer acreditar se eu não acreditar. A aposta de Pascal só poderia servir de argumento para uma crença fingida em Deus. E é melhor que o Deus em que você alega acreditar não seja do tipo onisciente, senão ele vai saber da enganação. Mas por que, então, estamos tão dispostos a aceitar a idéia de que o que é imprescindível fazer, se se quiser agradar a Deus, é acreditar nele? O que há de tão especial em acreditar? Não é igualmente provável que Deus recompense a bondade, ou a generosidade, ou a humildade? Ou a sinceridade? E se Deus for um cientista que considera a busca honesta pela verdade a virtude suprema? Aliás, o projetista do universo não teria de ser um cientista? Você apostaria que Deus valorizaria mais uma crença fingida e desonesta?

A VIDA NO COSMO

Vivemos não apenas num planeta amistoso, mas também num universo amistoso. Isso provém do fato inerente à nossa existência de que as leis da física têm de ser amistosas o suficiente para permitir que a vida surja. Não é por acaso que, quando olhamos à noite para o céu, vemos estrelas, pois estrelas são um pré-requisito necessário para a existência da maioria dos elementos químicos, e sem química não haveria vida. Os físicos calcularam que, se as leis e constantes da física fossem ligeiramente diferentes, o universo teria se desenvolvido de tal forma que a vida seria impossível. Físicos diferentes disseram isso de formas diferentes, mas a conclusão é sempre quase a mesma. Martin Rees, em seu livro” Apenas seis números”, lista seis constantes fundamentais, as quais se acredita que se mantenham em todo o universo. Cada um desses seis números é sintonizado no sentido de que, se fosse um pouquinho diferente, o universo seria muito diferente e presumívelmente nada propício à vida.

Um exemplo dos seis números de Rees é a magnitude da chamada “força forte”, a força que liga os componentes do núcleo do átomo: a força nuclear que tem de ser superada quando se “divide” o átomo. Ela é medida como E, a proporção da massa de um núcleo de hidrogênio que é convertida em energia quando o hidrogênio se funde para formar o hélio. O valor desse  digo “presumívelmente” em parte porque não sabemos  com certeza absoluta(?),como podem ser as várias formas de vida alienígena, e em parte porque é possível que estejamos enganados ao levar em conta apenas as conseqüências de mudar uma constante por vez. Não poderia haver outra combinação de valores dos seis números que resultasse propícia à vida, de maneiras que não conseguimos descobrir se consideramos apenas um por vez?

O EFEITO PLACEBO DA RELIGIÃO

Será a religião um placebo que prolonga a vida reduzindo o estresse? Ê provável, embora a teoria tenha de enfrentar um batalhão de céticos, que chamam a atenção para as muitas circunstâncias em que a religião mais causa que alivia o estresse. É difícil acreditar, por exemplo, que a saúde saia ganhando com o estado semipermanente de culpa mórbida de que sofre um católico dotado da dose normal de fragilidade humana e de uma dose de inteligência abaixo da normal. Talvez seja injusto falar só dos católicos. Observemos que “todas as religiões são a mesma coisa”: a religião é básicamente culpa, com feriados diferentes”. Em todo caso, acho que a teoria do placebo não é suficiente para justificar o fenômeno de penetração tão global que é a religião. Não acredito que o motivo de termos religião seja o fato de ela ter reduzido os níveis de estresse de nossos ancestrais. Não é uma teoria boa o suficiente para dar conta do serviço, embora possa ter tido um papel subsidiário. A religião é um fenômeno de grandes dimensões e precisa de uma teoria de grandes dimensões para explicá-la. Estou falando de sugestões como “a religião satisfaz nossa curiosidade sobre o universo e sobre nosso lugar nele”, ou “a religião oferece consolo”.  Steven Pinker falou bem sobre a teoria do consolo, em “Como a mente funciona”: “Ela só provoca a pergunta sobre por que uma mente evoluiria para encontrar conforto em crenças que ela sabe claramente ser falsas. Uma pessoa que está com frio não encontra nenhum consolo em acreditar que está no quente; uma pessoa que está cara a cara com o leão não se tranquiliza com a convicção de que se trata de um coelho”.  Explicações psicológicas para o fenômeno de que as pessoas acham algumas crenças gratificantes ou não gratificantes são explicações aproximadas, e não finais.  A explicação aproximada para a explosão no cilindro de um motor de combustão interna remete à vela de ignição. A explicação final diz respeito ao propósito para o qual a explosão foi projetada: para impelir um pistão do cilindro, girando assim o virabrequim.Aparentemente não há dúvida de que muitos dos atributos da religião são bem adequados a colaborar para a sobrevivência dela, e para a sobrevivência desses atributos, no caldo da cultura humana. Surge agora a dúvida sobre se essa adequação é obtida pelo “design inteligente” ou por seleção natural. As duas respostas provavelmente estão certas. Pelo lado do design, os líderes religiosos são plenamente capazes de verbalizar os truques que colaboram para a sobrevivência da religião. Martinho Lutero sabia bem que a razão é a arquiinimiga da religião, e freqüentemente advertia sobre seus perigos: “A razão é o maior inimigo que a fé possui; ela nunca aparece para contribuir com as coisas espirituais, mas com frequência entra em confronto com a Palavra divina, tratando com desdém tudo o que emana de Deus”. De novo: “Quem quiser ser cristão deve arrancar os olhos da razão”. E de novo: “A razão deve ser destruída em todos os cristãos”. Lutero não teria tido dificuldade em projetar inteligentemente aspectos não inteligentes de uma religião para ajudá-la a sobreviver. Mas isso não significa necessáriamente que ele, ou qualquer outra pessoa, realmente os tenha projetado.

ALGUNS TÓPICOS COMUNS ÁS RELIGIÕES;MAIS MANIPULAÇÕES

• Se você morrer como mártir, vai para uma parte do paraíso especialmente maravilhosa, onde se regalará

 • Hereges, blasfemos e apóstatas devem ser mortos (ou punidos, por exemplo pelo ostracismo em relação a suas famílias).

A crença em Deus é uma virtude suprema. Se você perceber que sua crença está vacilando, trabalhe duro para restaurá-la, e implore a Deus para ajudá-lo a combater a descrença. (Em minha discussão sobre a aposta de Pascal mencionei a estranha pressuposição de que a única coisa que Deus realmente quer de nós é a fé.)

• A fé (crença sem evidência) é uma virtude. Quanto mais suas crenças desafiarem as evidências, mais virtuoso você será. Fiéis virtuosos que conseguem acreditar em alguma coisa muito estranha, insustentável, em franca oposição às evidências e à razão, são especialmente recompensados.

• Todo mundo, mesmo quem não possui crenças religiosas, deve aceitá-las para si, sem questionamentos que o aceitável para qualquer outro tipo de crença . • Existem coisas estranhas (como a Trindade, a transubstanciação, a encarnação) que não nos cabe compreender. Nem tente entendê-las, porque a tentativa pode destruí-las. Aprenda a se satisfazer chamando-as de mistérios. Lembre-se das virulentas condenações da razão feitas por Martinho Lutero, citadas e pense em quão protetoras da sobrevivência elas seriam.

Fontes:
http://www.richarddawkins.net/
http://www.guardian.co.uk/science/dawkins
http://www.the-brights.net/index.html

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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

Religiões organizadas são organizadas por pessoas: por padres e bispos, rabinos, imãs e aiatolás. Mesmo nos casos em que religiões vêm sendo exploradas e manipuladas em benefício de indivíduos poderosos, ainda subsiste a forte possibilidade de que o formato detalhado de cada religião tenha sido moldado em grande parte pela evolução religiosa inconsciente. Não pela seleção natural genética, que é lenta demais para responder pela rápida evolução e divergência das religiões. Nos estágios iniciais da evolução de uma religião, antes que ela se torne organizada, dogmas simples sobrevivem devido a seu apelo universal à psicologia humana. É aí que a teoria dogmática da religião e a teoria do subproduto psicológico se sobrepõem. Os estágios mais tardios, quando a religião se torna organizada, elaborada e arbitrariamente diferente de outras religiões, são muito bem abordados pela teoria dos dogmas complexos — cartéis de dogmas mútuamente compatíveis. Isso não elimina o papel adicional da manipulação deliberada por padres e outros indivíduos. As religiões provávelmente são, pelo menos em parte, produto de um design inteligente, assim como escolas, modas e a arte.Muitas pessoas religiosas acham difícil imaginar como, sem a religião, é possível ser bom, ou mesmo querer ser bom. Mas as dúvidas vão mais longe, e levam algumas pessoas religiosas a paroxismos de ódio contra aqueles que não compartilham de sua fé. Trata-se de uma coisa importante, porque considerações morais se escondem por trás de atitudes religiosas em relação a outros tópicos que não têm ligação real com a moralidade. É preciso dizer, para ser justo, que grande parte da Bíblia não é sistematicamente cruel, mas simplesmente estranha, como seria de esperar de uma antologia caótica de documentos desconjuntados, escrita, revisada, traduzida, distorcida e “melhorada” por centenas de autores anónimos, editores e copiadores, que desconhecemos e que não se conheciam entre si, ao longo de nove séculos. Isso pode explicar uma parte das esquisitices da Bíblia. Mas infelizmente é esse mesmo volume estranho que fanáticos religiosos consideram a fonte infalível de nossos princípios morais e nossas normas para viver. Quem pretende basear sua moralidade literalmente na Bíblia ou nunca a leu ou não a entendeu;Esses episódios desagradáveis das histórias contadas na Bíblia,por exemplo, não passam de pecadilhos se comparados à infame lenda do sacrifício do filho de Abraão , Isaac (as escrituras muçulmanas contam a mesma história sobre o outro filho de Abraão, Ismael). Deus determinou que Abraão transformasse seu filho querido numa oferenda em forma de fogo. Abraão construiu um altar, colocou lenha sobre ele e amarrou Isaac sobre a lenha. A faca assassina já estava em sua mão quando um anjo interveio dramáticamente, com a notícia de uma mudança de planos de última hora: Deus estava apenas brincando, no fim das contas, “tentando” Abraão e testando sua fé. Um moralista moderno não poderia deixar de imaginar como uma criança conseguiria se recuperar de tamanho trauma psicológico. Pelos padrões da moralidade moderna, essa história vergonhosa é ao mesmo tempo um exemplo de abuso infantil; “Eu só estava seguindo ordens”diria Abraão; Mesmo assim, a lenda é um dos grandes mitos fundadores das três religiões monoteístas.Mais uma vez, os teólogos modernos protestarão dizendo que a história do sacrifício de Isaac por Abraão não deve ser encarada como um fato literal. E, mais uma vez, a resposta adequada tem dois lados. Em primeiro lugar, muitíssima gente, até hoje, encara, sim, as Escrituras como fatos literais, e elas têm bastante poder político sobre o resto da maioria crédula;Em segundo lugar, se não for como fato literal, como deveríamos encarar a história? Como uma alegoria? Alegoria de quê, então? Certamente de nada digno de louvor. Como lição moral? Mas que tipo de princípio moral pode-se tirar dessa história apavorante? Lembre-se de que só estou tentando dizer, por enquanto, que na verdade nós não retiramos nossos princípios morais das Escrituras. Ou, se retiramos, escolhemos os trechos mais agradáveis daqueles textos e rejeitamos os desagradáveis. Mas aí precisamos ter algum critério independente para decidir quais trechos são os morais: um critério que, venha de onde vier, não pode vir da própria escritura, e está supostamente disponível para todos nós, sejamos ou não religiosos.

Nós da Luz é Invencível queremos deixar claro que nosso papel de informar é sempre soberano, independente e visando dar opções para os leitores pensarem á respeito de fatos históricos que denotam manipulações tendenciosas.Não é nossa intenção coagir, iludir,influenciar para este ou aquele postulado e sim, levar ás pessoas outras visões para questionamentos, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um .

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

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Bibliografia para consulta

Deus, um delírio
Richard Dawkins
 Conversando com Deus-Vol 1-2-3
Neale Donald Walsch
O Deus que eu não entendo
Christopher Wright
A história de Deus e sua história
 Max Lucado
 DEUS
Deepak Chopra
 O código básico do Universo-A ciência dos mundos invisíveis
Dr Massimo Citro
 O Universo Inteligente
James Gardner

Nota:Biblioteca Virtual

Divulgação: A Luz é Invencível

A “Luz é Invencível” tem por norma não publicar links que não estejam ligados ao texto postado.Pedimos a compreensão de todos, e para qualquer dúvida, temos nossa caixa de sugestões onde todos podem livremente fazer suas colocações que serão arquivadas para consultas posteriores.
Nós agradecemos a compreensão de voces.
Equipe da “Luz é Invencível”

 

 

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14 comentários em “A Crença em “Deus”, é um delírio?-A religião como subproduto de outra coisa-

  1. Acredito que o ser humano é muito mais que um simples rótulo, porém os rótulos são mais nocivos do que parece, uma vez atribuido, estes limitam-no conciente e/ou inconcientemente em inúmeros aspectos.
    Até mesmo entre os auto-proclamados esotéricos, existem estas tais crendices limitantes, eu mesmo já presenciei candidatos que foram negados sua adesão a uma determinada ordem esotérica por se dizerem Ateus. Nas nossas sociedades é uma obrigação a crença em um Deus criado, caso isso não aconteça a pessoa é automaticamente conotádo de varias maneiras com medo de que irá influenciar mais alguém a pensar por si mesmo, só não é expulça da familia, Cidade ou país porque sabem que ele está em minoria e poucos ou niguém vai querer ouvir o que ela tem a dizer e digo isto por experiencia propria. É a inquisição moderna.

    Sendo assim é necessário uma auto-libertação (Quebra de deparadigmas) para orientar-se e ir em busca de algo maior em nós, para nós e para evolução de todo o ser existente na terra incondicionalmente, pôs estas crenças já provaram que só servem para gerar mais sofrimento.

    PS: Desculpem alguns erros e desacordos ortográficos, alguns devem-se a diferença ortográfica entre os nossos países e outros pura ignorância mesmo.

    Excelente post.
    Obrigado a equipe Luz é Invensivel por partilhar estes artigos que nos iduzem a reflexões profundas.
    Luz em extenção.

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    • Olá Frederico

      Obrigado pelo retorno e por prestigiar nossas postagens.

      Infelizmente, desde muito cedo aprendemos não só a dar nomes a tudo o que conhecemos, mas também a colar rótulos. Ou seja, atribuir conceitos fechados e com significados estanques, permanentes e, muitas vezes,imutáveis por toda a vida.E os conceitos religiosos são os mais problemáticos, porque passam pela parte mais importante de nossa vida, que é a que sustenta todo o resto;a espiritualidade.
      Se tivesse de criar uma metáfora para explicar o quão terrível pode ser esse hábito, eu contaria a seguinte
      história; imagine como se todos nós nascêssemos dentro de uma espécie de casa. Esta casa representa a nossa cultura, os valores sociais sob os quais somos educados e crescemos e todo o ambiente que nos rodeia,as idéias sobre divindade,Deus,Céu/inferno(?)influenciando nossa formação enquanto seres civilizados. Portanto, poderíamos dizer que essa casa representa a média de rótulos a que somos apresentados desde que nascemos.Quanto mais preconceituoso, dogmático e inflexível for esse ambiente, menos janelas existirão nesta casa. Ou seja, mais limitada será a nossa visão sobre o mundo, as circunstâncias e as pessoas. Menos chances nos daremos para conhecê­-las de verdade.

      Esse ambiente fará ainda combinação com outros dois aspectos muito importantes que, em última instância,juntos determinam quem somos e como nos relacionamos: nosso universo familiar e, sobretudo, nosso universo particular ­ que é sobre o qual podemos ter um mínimo de controle e decidir quantas janelas abriremos ao nosso redor, a fim de vislumbrar um mundo, o nosso mundo.

      Por isso, neste momento convido você a fazer uma rápida auto-avaliação: onde você tem vivido a maior parte do tempo? Numa caixa, sem janelas e com apenas uma pequena tampa? Num casebre, com uma humilde janela?Numa mansão, com grandes e muitas janelas? Ou num castelo, com generosas vistas para o horizonte e varandas ao seu redor?

      O fato é que é preciso coragem para olhar a vida de frente, de olhos abertos, disposto a enxergá-­la em sua amplitude, o que inclui o belo e o feio, o agradável e o desagradável, a luz e a escuridão. E isso inclui não só as situações, mas também e principalmente, as pessoas.
      Enquanto insistirmos em rotular as pessoas, acreditando que quem se comporta/pensa assim ou assado ou quem faz tais afirmações sobre coisas imutáveis como se estivéssemos ainda na inquisição,quem não quer ver o que está á sua frente,dogmatizar tudo ou evitar os confrontos para quebrar os paradigmas, continuaremos condenados a viver numa prisão, onde existe apenas uma pequena fresta. E o pior é que fazemos isso muito mais vezes do que percebemos. E vivemos na cegueira muito mais do que supomos.

      Não se incomode com os erros de grafia ou concordâncias ortográficas, isso é normal;o que interessa sempre para nós aqui são as idéias bem colocadas, as trocas e compartilhamento de conhecimento que conseguimos transmitir.Esse é o espírito da Luz é Invencível.

      Fique á vontade para suas considerações e continue conosco.

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é invencível

      Curtido por 1 pessoa

        • Olá Frederico

          Obrigado pelo retorno

          Vivemos a maioria do tempo no piloto automático;mesmo os despertos ainda estão de uma certa maneira e/ou por necessidade do entorno, ligados /aprisionados em coisas das quais ainda não conseguem se separar.Isso é uma característica geral, ninguém escapa desta premissa;mas, o fato de querer se informar,buscar,reciclar,desbloquear, já é um sinal de que há uma luz no fim do túnel;quanto mais nos informarmos/conhecermos, mais veremos e quanto mais vermos, mais poderemos sair com consciência das algemas que nos aprisionam.

          Fique á vontade para suas considerações e continue conosco.

          Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

          Curtido por 1 pessoa

    • Olá Dantas

      Obrigado pelo comentário e pela presença.

      Nós da Equipe da Luz é Ìnvencível agradecemos as palavras gentis que nos mostram o quanto estamos no caminho certo quando escolhemos os temas e a forma como abordamos pois o nosso objetivo é informar,ajudar na compreensão de novos paradigmas e tentar esclarecer os pontos obscuros das crenças que nos foram impostas por milênios.Continue conosco.

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Ìnvencível

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  2. A palavra mais exata para este texto é “igreja” ou invés de “religião”. E aquela figura do iceberg, em nome do amor, coloca-se a palavra “carência”.

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    • Olá Sr André Luis

      Obrigado pelo comentário e pela presença nos prestigiando

      Eu poderia completar,se me permite,com as palavras “Seitas”,”Ministério”,”Congregação”,e outras mais,que de forma nenhuma significa “Religare”.A outra palavra,eu diria que poderíamos completar com “independência com consciência”.Todos estavam na expectativa com o discurso do Papa na ONU,e nada de revolucionário foi dito,com por exemplo,o anúncio da vida extraterrestre,ou a abertura dos arquivos secretos do Vaticano,aonde poderíamos tomar conhecimento de muitas coisas ocultadas de nós por séculos.
      Todos que estamos desenvolvendo nossa consciência devemos fazer o possível para nos informarmos cada vez mais e usar nosso discernimento interior para acabar com esta manipulação religiosa desmedida,pois o término disto está nas nossas mãos.Continue conosco

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

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  3. Agradeço a atenção e compartilhamos com as observações feitas.Já sigo este blog há algum tempo e sempre com vivo interesse.Esta foi a nossa primeira participação.Os artigos abordam temas importantes, são inteligentes e muito bem construídos, oferecendo consistente material para reflexão,todos úteis para a nossa atual caminhada.Desejo muita Luz à toda a Equipe.

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    • Olá Sr Aloísio

      Obrigado pelo retorno

      Nós aqui da Equipe da Luz é Invencível ficamos muito contentes com a sua participação, assim como com todos os leitores que nos prestigiam comentando, trocando idéias e participando ativamente, dando sugestões e nos acompanhando.Fazemos esse trabalho com critério de pesquisa,comprometimento com a informação independente e fiel á nossa proposta de trazer conhecimento, que no nosso ponto de vista, é a melhor ferramenta para desbloquear as mentes condicionadas e dogmatizadas.Nesta Transição Planetária precisamos de todas as forças, mentes e corações ,para juntos e unidos, construirmos uma nova sociedade que habitará a Nova Terra.Continue conosco e nós agradecemos as palavras gentis de incentivo ao nosso trabalho.

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

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  4. O “Deus” criado pelo Homem,já que o homem não deixou ou deixa a Mulher bisbilhotar neste assunto,não pode ser o Deus de verdade,partindo da premissa que Ele existe.Reconhecendo que a totalidade das religiões considera “o Homem” (excluindo sempre a Mulher,que nesse assunto é menos que nada) impuro,tendo ou nascido do “pecado original” ou “aparecido” de forma menos digna,como pode esse mesmo homem,com toda a sua ignorância das coisas sagradas,vil,pecador,suspeito,filho do pecado (vamos parar por aqui com essas poucas denominações,pois as Escrituras são tão pródigas nesses adjetivos menos nobres que acabaríamos com todo o espaço disponível apenas com essas agradáveis denominações) fazer ideia de Deus? Como podemos sendo tão imperfeitos atribuir qualidades, humanas, imperfeitas e duais, à Deus? Acho incrível a frase “Deus é fiel” estampada nos para-choques de caminhões ou em decalques nos vidros traseiros dos veículos.Como atribuir a Deus uma qualidade dual como a fidelidade? Desde priscas eras os seres humanos criam e imaginam um Deus,caracterizando-o de todas as formas,mas em todas com os atributos humanos,na forma,no pensar e no agir.Se Deus existe não pode ser definido pelo ser humano,pois qual é o Ser que conhece a si mesmo completamente,ao ponto de a partir daí poder imaginar Deus? Estou dando um duro danado para me conhecer e ,ao que parece,bem longe estou da alcançar a meta,como posso imaginar Deus? Ao contemplar o equilíbrio das Leis Universais sinto que deve haver uma Força a presidir tamanho esplendor,complexidade e equilíbrio,mas não posso arriscar a discorrer sobre o que não sei e também não posso aceitar que outro homem possa fazê-lo para mim,mesmo que diga ter sido “escolhido” para fazê-lo,para interpretar para mim o que é Deus, sempre o dele.Religiões,todas,foram concebidas pelo homem,para escravizar homens,mulheres e crianças,desde que o mundo é habitado por estes bípedes ditos racionais.Religiões são a base de sustentação dos governos,qualquer que seja a ideologia ou o sistema.Religiões são a origem,senão de todas,pelo menos da grande maioria das guerras e dos conflitos humanos.As religiões se esforçam para manter os seres humanos “dentro da caixa”,conduzido o rebanho dócil e crente para o céu de amanhã ou,se não forem bonzinhos,para o caldeirão do “capeta”! Que pobreza dos que se submetem e que “sutil e doce enganação” dos que a sustentam e a disseminam.

    Curtido por 1 pessoa

    • Olá Sr Aloísio
      Obrigado pelo comentário e pela presença.Seja bem vindo

      A maioria de nós foi acostumada a acreditar que não podemos/conseguimos desenvolver uma espiritualidade sem religião;pois isso não é condição sine qua non para sermos espiritualizados.Creio que o maior entrave está aí; a dominação da mente pelo dogma e crenças implantadas; é justamente por não sermos seres espirituais CONSCIENTES DISSO.Estamos( de maneira geral) a maior parte do tempo no piloto automático, insconscientes de nossas capacidades,do que é o Universo aonde estamos e vivemos,da nossa história como raça e planeta,ou seja, são muitas variáveis que nos tornam vulneráveis, essa é a verdade maior.Não é tanto a definição do que é “Deus”,ou se acreditamos em algo Criador disso tudo;o problema maior é a condição conscencial em que estamos, a credulidade absoluta, o deixar-se manipular, e tudo porque é muito mais fácil que alguém nos diga o que é, do que tentarmos, nos empenharmos em descobrirmos por nós mesmos.O ser humano foi muito condicionado á acreditar nos outros e não em si mesmo;foi doutrinado a deixar-se comandar;a superstição ainda impera, a falta de raciocínio para avaliar é ditada por normas dos outros e não de si mesmo;junte á tudo isso muita culpa e a esperteza de lidar com mentes bloqueadas, que todas as religiões possuem,uma dialética especialista em más interpretações e temos diante de nós o quadro que o senhor descreve.

      Estas postagens vem enfatizar uma realidade que há muito tempo é preciso transformar.Mas sabemos o quanto é difícil desenraizar certas crenças há muito implantadas.Sómente com muito trabalho e informação poderemos alterar esse quadro.E acreditamos que muitas coisas vão ser transformadas para e pelo bem do homem, se as religiões forem eliminadas do nosso repertório.Continue conosco

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

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  5. Pingback: A Crença em “Deus”, é um delírio? – A religião como subproduto de outra coisa – 04.10.2015 | Senhora de Sírius

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