A UTILIZAÇÃO DO “BEM E DO MAL” COMO CRENÇA LIMITANTE


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“Em crise, conceitos polarizados perderam espaço entre os homens e a sociedade”.

A filosofia é, desde sempre, o ambiente de encontro dos mais variados pensamentos. Ela é a indústria da criação e da modificação dos conceitos, e um conceito é aquilo que determina o modo como interpretamos qualquer acontecimento. Necessitamos deixar claro que não é a filosofia quem diz algo sobre alguma coisa. A filosofia não diz nada, ela se cria a partir do que é dito por aqueles que com competência têm o privilégio de serem os transmissores dos mais elevados modos de evolução do ser.É desde a antiguidade que os sábios se ocuparam com as vias do pensamento, gravando na história um processo de desenvolvimento ininterrupto da arte de interpretação. Os conceitos de Bem e Mal estão essencialmente circunscritos nesse processo histórico de meditação pensante. Bem antes da era cristã, vislumbramos estudiosos que se detinham com esses conceitos.

OLHANDO SOB A PERSPECTIVA DE UM MUNDO AINDA INVOLUÍDO EM SUA MAIORIA,não há nada que garanta que algo seja uma bondade ou uma maldade em si, sem antes haver um conflito de interesses. O que podemos notar (generalizando),  é que nossas atitudes e nossa ética decidem-se por conceitos caracterizados préviamente á uma ação, sendo Bem e Mal algo já existente e norteador dessas mesmas ações. Assim, Bem e Mal podem ser caracterizados como algo circunstancial. Dois ou mais atos, aparentemente semelhantes, podem receber uma avaliação diferenciada, de acordo com a circunstância do acontecimento.

Podemos concluir, a partir do que foi dito, é que, para a filosofia, os conceitos Bem e Mal passam por um período de crise. Sua validade enquanto conceito, se sustenta de modo circunstancial no mundo de hoje,onde há inúmeros questionamentos acerca de quase tudo o que acontece. Ou seja, Bem e Mal não são nada de absoluto, de universal. É por isso que vemos quase todos dizendo: “Estamos perdendo nossos valores”, “Ninguém conserva as tradições”. O que parece é que esses conceitos chegaram ao ápice de suas caracterizações e ainda assim o ser humano não se tornou “melhor” do que poderia ser. Podemos dizer ainda que antes, quando Bem e Mal eram absolutos , bem definidos e dogmatizados, havia um conflito por algo declarado. Tinha-se “conhecimento” pelo o que se lutava,por A ou B. Hoje em dia, por sua vez, há ainda uma luta, mas não há nem mocinho, nem bandido.Excetuando-se óbviamente os casos clássicos do que seria mal, o resto se tornou circunstancial e absolutamente individual,ou seja, cada um faz seu próprio conceito de Bem e Mal.

Não há consenso se o Bem ou o Mal são intrínsecos à natureza humana. A natureza da bondade tem recebido muitos tratamentos; em um deles, o bem é baseado no amor natural, vínculos e afetos que se desenvolvem nos primeiros estágios do desenvolvimento pessoal; outro, afirma que a bondade é um produto do conhecimento da verdade. Existem diferentes pontos de vista sobre o porquê do surgimento do mal. Muitas religiões e tradições filosóficas concordam que o “comportamento malévolo” é em si mesmo uma involução, que resulta da condição humana imperfeita (“A Queda do Homem”). Por vezes, o mal é atribuído à existência do livre arbítrio e da vontade humana. Alguns argumentam que o mal em si baseia-se finalmente na ignorância da verdade (isto é, valor humano, santidade, divindade). Alguns pensadores do Iluminismo alegaram o oposto, sugerindo que o mal é aprendido como conseqüência de uma estrutura social tirânica(?).

Teorias da bondade investigam quais tipos de coisas são boas e o que a palavra “bom” realmente significa no abstrato. Como um conceito filosófico, a bondade pode representar a esperança de que o amor natural seja contínuo, expansivo e abrangente. Num contexto religioso monoteísta, é desta esperança que deriva um importante conceito do Plenum Cósmico/ Deus—como uma infinita projeção de amor, manifesta como bondade na vida das pessoas. Em outros contextos, o bem é visto como algo que produz as melhores conseqüências na vida das pessoas, especialmente em relação a seus estados de bem estar.Filosofando, se o homem tivesse sido criado perfeito(?), seria levado, fatalmente, ao bem: ora, em virtude o seu livre arbítrio, ele não é levado, fatalmente, nem ao bem nem ao mal. O Plenum Cósmico Criador “quis”(?) que fosse submetido às leis do progresso e evolução, e que, esse progresso fosse o fruto do seu próprio trabalho e esforço, a fim de que, dele, tivesse o mérito, do mesmo modo que carrega a responsabilidade do mal que é o fato da sua vontade.

Há quem afirme que a religião é fundamental para a formação da sociedade, para orientar as pessoas a seguirem o caminho do bem. Mas o que seria esse bem? A religião é uma fonte dogmatizadora de condutas. Muitas vezes priva os homens de agirem conforme sua consciência pura, para seguirem leis morais que lhes foram impostas. Ao nascermos já temos determinados o conceito de certo e errado, bem e mal, os 10 mandamentos a serem seguidos, os 7 pecados a serem repugnados. Com tudo isso pronto não paramos para pensar no que realmente acreditamos ou assentimos como certo e errado, bem e mal, mas seguimos o que nos é imposto por puro comodismo e rotina, afinal, há tradições dessas condutas pré-determinadas pelo “divino” que são tidas como as que devem ser seguidas.

O maior problema não está na pessoa acreditar em algo, mas está em acreditar em algo que “homens” inventaram para manipular grandes massas,e como eles a utilizam. A princípio, isso tudo nada mais seria do que uma maneira de preencher vidas vazias e explicar coisas até então inexplicáveis, o que não é de todo ruim, se alguém não tivesse descoberto que isso é uma ótima forma de ganhar dinheiro e poder.Afinal, a busca do Conhecimento é essencial para a nossa evolução e desenvolvimento pessoal, porém essa busca deve vir com a total liberdade intelectual, já dizia um ditado antigo “não se pode encher um copo que já está cheio”;As pessoas muitas vezes ficam tão dependentes de um sistema religioso pré-imposto, que por mais que esse sistema seja por muito desmascarado, ela faz de tudo para defendê-lo,e não estamos aqui falando de uma igreja específica (uma placa) mas de um sistema universal usado por muitas “igrejas”.
Diante da análise e da leitura atenta dos parágrafos anteriores, vislumbra-se que muitos são os males presentes na realidade em que vive a humanidade. Sendo assim, vale procurarmos uma maneira de combatê-los, ou pelo menos, tentar torná-los menos frequentes em nosso dia-a-dia, ou não.Para muitos, o mal seria mais forte que o Bem, e que os “Espíritos do mal” estariam conseguindo derrotar os “seres espirituais do Bem”, frustrando-lhes os desígnios superiores. Em que pese a antiga tradição de tais conceitos, são insustentáveis e falsos, diríamos mesmo, absurdos. O mal  é transitório(nível de consciência) e não tem raízes, e o bem é o aumento desta consciência que existe em tudo e é permanente. O mal definha à medida que o bem se estabelece, porém poucos optam para que esse bem se estabeleça, com cada atitude diária.Esse comportamento é caracterizado pela falta de consciência.È por isso que todos estamos lutando neste fim de Era/Transição Planetária, afim de ascendermos a patamares maiores dessa consciência expandida, onde o mal é cada vez menor.
O mal não é invencível, pelo contrário. O homem possui na sua natureza o potencial para o bem. Sómente quando se distancia da sua origem divina é que se deixa levar pelo mal(nível de consciência inferior). E quando falamos de “origem divina”, não falamos de Paraíso, Cristo, Deus, Igrejas, doutrinas espirituais; estamos falando da bondade interior suprema que existe dentro de nós mesmos. Para se livrar das ações negativas , basta sintonizarmos com nosso lado superior, buscando fazer o bem aos outros: em pensamentos, palavras e ações.
O MANIQUEÍSMO-A LUTA DO BEM CONTRA O MAL

O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo. A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.O maniqueísmo é uma forma religiosa de pensar; não como religião autônoma, mas enquanto comandos camuflados que influenciam os discursos do cotidiano, inclusive as religiões formais e seitas.

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ETIMOLOGIA DA PALAVRA

Mani (Manes ou Manchaeus), nascido na Pérsia, no século III, fundou  uma religião, o maniqueísmo, após ter sido “visitado” duas vezes por um anjo que o convocou para esta tarefa, fato este comum entre aqueles que fundam religiões e seitas até hoje. A religião maniqueísta se difundiu pelo Império Romano e pelo Ocidente Cristão. O maniqueísmo combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio Cristianismo. “Possui uma visão dualista radical, segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. Luz e trevas no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O Reino da Luz e o Reino das Trevas estão em permanente conflito. É dever de cada ser humano entregar-se a esse eterno combate para extinguir em si e nos outros a presença das Trevas afim de poder alcançar o Reino da Luz, que é o Reino de Deus”-segundo definições erudito-filosóficas maniqueístas. No maniqueísmo, os homens “eleitos” irão purificar o Bem, com uma vida de castidade, renúncia a família, alimentação especial, etc.

A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente  ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. “É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares anti-éticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas” (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.

O maniqueísmo não se sustenta por muito tempo, devido ao seu dogmatismo, isto é, sua incapacidade de colocar à prova da realidade ou da lógica, suas verdades simplificadas. Como seu pensamento está reduzido a um par de verdades antagônicas, aceitar o raciocínio do outro, discordante, significa deixar-se arrastar para o domínio do mal e ser por ele tragado. A vida do maniqueísta se converte em uma prontidão de vigilância (paranóia) constante para não se deixar iludir com os “discursos sedutores”.

O MANIQUEÍSMO NOS DIAS DE HOJE

O modo de pensar maniqueísta é oportunista em todos os espaços humanos. Ele demonstra ter mais força quando vivemos situações-limite, desesperança, ódio extremo, ou falta de perspectiva quanto ao futuro. Nesses momentos, a mente regride às origens, em busca de soluções mágicas, simplistas, libertadoras de angústia. Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: “Perguntai aos escravos quem é o “mau”?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é “bom”, isto é, o poderoso, o dominador” . Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga.  Por quê algumas igrejas fazem show contra o Mal, mas terminam mais falando das terríveis forças do Mal do que do Bem?

 

UMA LENDA ORIENTAL-para meditarmos

Conta uma lenda popular do oriente que um jovem chegou a um oásis, próximo de um povoado, e aproximando-se de um velho sábio, perguntou-lhe:

– Que tipo de pessoas vive neste lugar?

– Que tipo de pessoas vive no lugar de onde vens? – Perguntou o sábio.

– É um grupo de pessoas egoístas e malvadas, replicou o rapaz, estou satisfeito de ter saído de lá.

O sábio respondeu.

– Aqui encontrarás o mesmo.

No mesmo dia, um outro jovem aproximou-se do oásis para beber água e, vendo o sábio, perguntou-lhe:

– Que tipo de pessoas vive aqui?

O sábio respondeu com a mesma pergunta:

– Que tipo de pessoas vive no lugar de onde vens?

O rapaz respondeu-lhe:

– É um magnífico grupo de pessoas amigas, honestas e hospitaleiras. Fiquei um pouco triste por ter de deixá-las.

– O mesmo encontrarás aqui, respondeu o sábio.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao sábio:

– Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

O sábio respondeu-lhe:

– Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada fez ou deixou de fazer mesmo podendo, de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui a não ser o mesmo do lugar de onde veio. Aquele que encontrou e fez amigos ali,praticou o bem , também encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo, e o futuro de cada um é construído por suas ações/pensamentos ; ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo.

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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

Muitos já pensaram em dividir os conceitos de Bem e Mal. Bem e Mal tem sido as duas forças mais combatidas ao longo de toda a História. Mas existe mesmo a necessidade de se exaltar uma e de se rechaçar a outra? É sábio, justo, belo e verdadeiro que assim seja feito?Bem e Mal são apenas lados de uma mesma balança.Geralmente, glorifica-se e valoriza-se pessoas que são “boazinhas”, enquanto as pessoas que são “ruins” ou, em outras palavras, rebeldes, desordeiras, agitadas,(no sentido de não aceitarem as imposições sociais dogmáticas e limitadoras) são denegridas, segregadas ou isoladas do restante da sociedade.Acho muito importante a ação dessas pessoas ditas “ruins”.Muitas vezes ouve-se dizer que, se “Deus” existisse, não deixaria o Mal existir.Acontece que “Deus” é, em última instância, Tudo. Se Ele(a) é Tudo, então, é ao mesmo tempo o Bem e o Mal.Parece bastante estranho esse conceito, porque não estamos acostumados a ver a Fonte,como sendo ambivalente, ou bipolar. Parece presunção afirmar algo sobre Sua Natureza, mas podemos chegar a certas premissas, como já foi explicado no Hermetismo – Ele(a) é o Todo.O Bem é muito conhecido pelas suas propriedades Criadoras e Mantenedoras/Amparadoras. Tudo aquilo que Cria, que Une, que provê, que dá suporte, que Gera, é visto com bons olhos, sendo geralmente classificado como “do Bem”.O Mal é associado a tudo aquilo ligado à destruição, à doença, à tristeza, à pobreza, à miséria, aos vícios, à morte. Ou seja, seria o exato oposto daquilo que é representado pelo Bem. A maioria já ouviu falar da célebre frase, “A Luz não existiria se não houvesse a Escuridão”, e vice-versa. É um conceito bastante útil para o que está exposto aqui.O “Bem” e o “Mal”, do modo como estão sendo apresentados aqui são, por si próprios, forças divinas da dualidade em que vivemos. Eles atuam igualmente, em todos os níveis e em todas as esferas, como agentes balanceadores e indicadores. Se só houvesse Criação, tudo estaria em excesso, desde os Reinos mais básicos até os mais complexos. Minerais, Vegetais, Animais, montanhas imensas, rios e mares dominando e invadindo tudo; Sistemas Solares repletos de planetas chocando-se uns nos outros. Sóis e mais sóis, gerando energia demasiada, grandes tempestades cósmicas e SuperNovas ocorrendo a cada segundo. Em todos os níveis, uma superpopulação. Tudo acabaria soterrado, aglomerado, “entulhado”, por assim dizer, se não houvesse a ação controladora da Renovação/ Destruição. Há muitas outras bipolaridades que representam essas forças, como a saúde e a doença, a felicidade e a tristeza, a riqueza e a pobreza, entre muitas outras. Muitos sábios já disseram que o mundo em que vivemos é bipolar em sua essência, ou seja, está em todas as coisas, mas que ambos os lados dessas “moedas” existem por razões fundamentais. É sábio experimentar e verificar os resultados de nossas ações ao longo do tempo, para adquirirmos sabedoria dos fatos da vida. Ficar em um oásis de paz, felicidade e saúde o tempo todo não nos trará lições, nem nos motivará para conhecermos o que há além das dualidades e dos arquétipos.Portanto, que conselhos poderiamos extrair de tudo isso? Arrisque-se. Tente. Faça. Vá. E tome nota de tudo o que sente, imagina, raciocina, intui e percebe com seus sentidos. Experimente tudo o que quiser, desde que te traga uma energia positiva, que lhe inspire a realizar coisas para o bem da humanidade e do próximo. Traga Vida à própria Vida. Faça/tente aquilo que você acha que não pode/consegue fazer. Dessa forma, você brilhará e saberá no seu íntimo o que é a vida, pois isso é algo que ninguém pode te dizer, é algo que tem de ser descoberto por si próprio. Moralidade é importante no que tange a vida em sociedade. Mas na vida individual, a liberdade, a coragem e a ação são os regentes para a verdadeira realização. 

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

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Bibliografia para consulta

Acima do Bem e do Mal
Friedrich Nietzsche
O mal ,O bem e mais além
Flávio Gikovate
Psicossomática entre o bem e o mal
Carlos R.Briganti
O bem, o mal e a ciência da mente
Silvio José Lemos Vasconcellos

Nota:  Biblioteca Virtual

Divulgação: A Luz é Invencível

A “Luz é Invencível” tem por norma não publicar links que não estejam ligados ao texto postado.Pedimos a compreensão de todos, e para qualquer dúvida, temos nossa caixa de sugestões onde todos podem livremente fazer suas colocações que serão arquivadas para consultas posteriores.
Nós agradecemos a compreensão de voces.
Equipe da “Luz é Invencível”

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4 comentários em “A UTILIZAÇÃO DO “BEM E DO MAL” COMO CRENÇA LIMITANTE

  1. A escuridão é a ausência de luz e isto implica que o que existe é a Luz e onde ela se apresenta a escuridão se dissipa. Entendo, entretanto, aprendi, que a escuridão faz parte da existência na 3D, no que se denomina de viver na dualidade (por algum motivo, que não consigo compreender totalmente), e é o que leva à busca da luz. O Bem e o Mal, como conceitos, só existem na mente daqueles que estão distanciados da Luz ou, ainda, daqueles que vivem na ilusão, imersos em uma dimensão onde o maniqueísmo, o Bem que se contrapõe ao Mal, tem sua necessária existência a priori. Enfatizar o Bem e o Mal deve ser missão de alguns, me parece, com o objetivo de que ao fim todos compreendam que esta divisão não passa de ilusão, ou seja, ausência de Luz, e por ela procurem através da “Iluminação”.

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    • Olá Sr Èlcio

      Obrigada pelo seu comentário e pela sua presença

      “O mal é a ausência do bem”, informaram os espíritos da verdade à Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, ou
      seja, o mal ou o bem são energias que residem em nós mesmos e são frutos do livre arbítrio durante as muitas
      vivências do espírito imortal.Contudo, nunca é tarde para depurar, isto é, purificar, limpar a energia que nos acompanha há
      séculos, onde o mal manifesta-­se através de nossos atos, pensamentos e desequilíbrios físicos-­psíquicos-­espirituais.
      Portanto, o mal ou bem que acontece em nossas vidas,não é mero acaso; O mal e o bem, os quais muitas vezes desconhecemos seus
      significados, nos acompanham desde tempos imemoriais e são responsáveis pelas sensações de felicidade ou de
      infelicidade que experenciamos.Num mundo de pequenas e grandes maldades, ou de pequenos e grandes gestos de amor, somos a síntese dessa bipolaridade(característica da 3D) que pertence ao histórico individual íntimamente associado às escolhas do passado e também do presente.No sentido individual ­ e democrático ­, as escolhas são sempre nossas, mas o resultado dessa liberdade de optar pelos desígnios da própria vida, é que definirá a energia (predominante) que nos acompanhará por tempo indeterminado, até revermos ou reconsiderarmos as nossas escolhas pelo livre ­arbítrio.A energia espiritual que nos identifica diante de nossa natureza interdimensional, atrairá energias afins, sejam elas “boas ou más”. Sómente a quebra do paradigma comportamental que nos acompanha, é que proporcionará a possibilidade de nos transformarmos energéticamente a partir da prática consciente do bem em nossas vidas.Sob a ótica científica, as energias do bem e do mal não são “enigmas indecifráveis”. A grande confusão ­e cegueira­ que existe, é o desconhecimento em relação às causas que tornam-­se efeitos daquilo que consideramos infortúnio ou infelicidade.O desequilíbrio ou o equilíbrio está na razão direta de nossas escolhas relacionadas à bipolaridade energética(3D). Os comprometimentos cármicos, que são os infortúnios que provocam dor e sofrimento individual ou coletivo, também fazem parte da esfera de nossas escolhas.Nada acontece por acaso em nossas vidas. Tudo que nos impressionou ou marcou positiva ou negativamente,teve uma razão de acontecer.Penso que tudo de “bom” ou de “ruim” que nos acontece, está relacionado á liberdade de escolha (livre-­arbítrio) que encontra-­se em “simbiose” com as leis da reencarnação.Somos senhores ­ou senhoras­ de nossos destinos, e o que acontece em nossas trajetórias vitais é fruto de nossas escolhas que giraram em torno do bem e o mal como definidores da energia espiritual que nos envolve.

      Bem ou mal: façamos a nossa escolha porque ainda é tempo de mudar o rumo de nossa existência. Caso contrário, permaneceremos, por tempo indeterminado, com as nossas queixas e sensação de incompletude diante da felicidade. Não esqueçamos que somos senhores ­ou senhoras­ de nossa vontade e destino.E claro,os conceitos foram sempre manipulados, exatamente para não termos conhecimento dessa possibilidade de escolha e sim, sermos novamente “direcionados e manipulados”pelas mesmas pessoas/instituições/religião e sociedade.Está na hora de pararmos com isso, não acha?

      Continue conosco e fique sempre á vontade para expressar-se,afinal,todos estamos aprendendo com todos.

      Muitas vibrações positivas da equipe da “luz é Invencível”

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  2. olá, fala o revolucionário em revolução á volta duma estrela de brilho azul.
    aqui a vida é dádiva ao amor, a ele a devemos e em dívida estamos. se falasse o Peregrino diria que a vida é em sacrifício pela via-sacra da obra do amor, que nem tudo pode fazer o amor, alguma obra terá que delegar, e a cada homem entregará seus mandatos divinos de acordo com seus talentos. claro que há bonzinhos de quem todo o mundo diz bem, bem ditos por todos, mas obras não se lhes conhecem, e claro que o homem se medirá pela obra. depois há os malditos com ofícios malditos, mas em ofícios sagrados e a vida em sacrifício pela obra do amor, e mesmo assim mal ditos por todos, e ainda assim cumprindo os mandatos divinos do amor.
    bem sei que a redenção de alguns não estará só pelo bem que se faça, mas também pelo mal que receba. que seja mauzinho, que me incomoda, se até o mal que me fazem me serve de remissão.
    já o Menestrel não diz nada, brande sua Lira, e que sua Poesia leia na música o que ele queria dizer, quando não o deixa a tocar a solo…

    me apeteceu ser mauzinho! adeusa.

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    • Olá Sr Manuluzo

      Obrigada pela presença, que sempre nos traz suas poesias e aforismos interessantes ligados no tema das postagens para fazer-nos meditar.Muito boa essa, citando suas palavras;”bem sei que a redenção de alguns não estará só pelo bem que se faça, mas também pelo mal que receba”.Grande verdade.E lhe deixo um pensamento também;
      “Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso sim, acredito até o fim”.Continue conosco e seja sempre bem vindo

      Muitas vibrações positivas da equipe da Luz é Invencível

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