OS CIENTISTAS DA NOVA ERA-Robert Lanza-O Biocentrismo Quântico-Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do universo-vigésima oitava parte

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 ” A vida e, mais ainda, a consciência  – que se expressa por meio da vida –  que tem a primazia evolutiva e, com esta, estimula o desenvolvimento das manifestações físicas do Universo. É a consciênica e a vida, sua expressão que, para tanto, se utilizam da matéria tanto para animá-la quanto para se desenvolverem mútuamente (mente, vida e matéria) do que o oposto, ou seja, a matéria dando origem à vida e a consciência como mero fruto do acaso. Tal inversão lançaria nova e revolucionária luz sobre a ordem que vemos na natureza e seria o que determina a escala o aspecto geral do universo conhecido e o processo evolutivo que vemos, da matéria à consciência. Indo mais além, estabelece, como consequência, a existência da própria consciência como ente com uma realidade própria, inclusive sobrevivente à morte física.”Dr Robert Lanza M.D.

Robert Lanza, considerado pelo New York Times um dos três mais importantes cientistas vivos, afirma que existe vida após a morte e mesmo a reencarnação e que há evidências científicas desta realidade.

UMA BREVE BIOGRAFIA

O Dr. Robert Paul Lanza , nascido em 1959, é considerado um dos maiores cientistas  da atualidade. 
 Médico pesquisador, é especializado em medicina regenerativa à nível celular (histologia regenerativa) e, por força de suas pesquisas, um estudioso de áreas de ponta, como a física moderna (quântico-relativista). Entre outras funções, ele é chefe de pesquisas do Advanced Cell Technology e professor do Institute for Regenerative Medicine, departamento do Wake Forest University Scholl of Medicine, todas situadas nos EUA. Robert Lanza ficou famoso por suas pesquisas com células-tronco e clonagem de seres vivos, em especial como meio de preservação em favor de espécies ameaçadas de extinção.Não bastasse seu currículo repleto de contribuições científicas de ponta, Dr. Lanza lançou, em 2008, um livro em que faz um levantamento do que a ciência atual entende sobre a vida e que é voltado para a instrução  e atualização do público geral com um nível médio de conhecimento científico, intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são a chave para entender a natureza do Universo”.

Lanza Destaque na Fortune MagazineEle é o porta-estandarte para a pesquisa com células-tronco

As descobertas feitas pelo Advanced Cell Technology (ACT), de Massachusetts (EUA), podem ser mais um caminho para que as pesquisas com células-tronco evoluam sem esbarrar em questões éticas. Isso porque a maioria das técnicas implementadas nessa área exigem a destruição do embrião, o que gera inúmeras críticas. As células-tronco embrionárias são consideradas esperança de cura para algumas das doenças mais mortais, porque podem se converter em práticamente todos os tecidos do corpo humano. Dada essa importância, cientistas tentam desenvolver métodos para obter células-tronco sem destruir o embrião.Segundo Robert Lanza, diretor científico da empresa, o método permite a criação de uma grande quantidade de células-tronco embrionárias. Ele afirma que, após se diferenciarem, as células-tronco geradas por sua equipe tornaram-se células produtoras de insulina, sangüíneas, cardíacas, entre outras. “Isso é uma tecnologia que existe aqui e agora. Poderia ser utilizada para aumentar imediatamente o número de células-tronco disponíveis para pesquisas”, afirma Lanza. “Nós poderíamos mandar essas células para os cientistas amanhã.

 Além do tempo e do espaço

Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção. Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo. É a consciência que cria o universo material e não o contrário. Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.

A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ele é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local. Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos

Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.

A TEORIA DO BIOCENTRISMO QUÂNTICO

O Biocentrismo (de’bios’, vida em grego) é a designação geral que se dá à afirmação de que todos os seres vivos concretos, seja qual for a sua espécie, são, e devem ser, o centro de consideração ética e moral.

-Na sua essência, o Biocentrismo implica o reconhecimento de um estatuto moral direto para todos os seres vivos individuais. O que significa que estes são, diretamente, individualmente, considerados pelo seu valor intrínseco (por serem o que são em si mesmos), e não pelo possível valor extrínseco instrumental, secundário e indirecto, de serem membros de um «Todo» abstrato genérico, tido, convencionalmente, como o centro exclusivo e útil de relevância e consideração morais, como a Cultura, a Etnia, a Nação, o Estado, o Ecossistema, a Cadeia Alimentar e a Espécie, «só» por si mesmos. Quer dizer, ao contrário do que dizem as doutrinas éticas e morais ainda dominantes: (que só o Homem, só os seres humanos são diretamente e individualmente consideráveis), o Biocentrismo afirma que ao agir, e ao decidir efetivar qualquer ação, devemos considerar moralmente quais os efeitos e consequências diretas que essa ação e essa decisão poderão ter, não só sobre os demais humanos, mas sobre todos os demais seres vivos concretos e individuais, que por elas poderão ser afetados. Ou seja, o Homem cessa de ser o único ser a que é reconhecido valor intrínseco, um valor que não depende de uma utilidade instrumental, cultural, econômica e ecossistêmica, exteriores à sua mera existência ontológica (autenticidade existencial).

-Tudo isto, não significa que os seres humanos tenham que perder, em si, direitos autênticos e essenciais. Mas sim, que os direitos autênticos e essenciais, naturais e necessários, (o direito à Vida, à saúde, à integridade individual,  desenvolver as suas características próprias orgânicas, a buscar a felicidade, a ter Paz…) que os seres humanos têm, devem ter e terão, serão expandidos e reconhecidos para além da espécie humana, a todos os seres e aconteceres da Vida biosférica, que sempre partilharam conosco uma origem genética comum, os lugares de Vida e a autenticidade ontológica.

O Biocentrismo convida a que a humanidade adote um ponto de vista mais profundo e mais amplo sobre o que é uma Ética e uma Moral. Já não um dominado pelo calculismo dos «direitos só em troca de deveres» e pelo utilitarismo dos «teres e dos haveres», mas um ponto de vista ontológico: basta existir para se ser inteiro, basta Ser para se merecer considerabilidade e respeito. Um Biocentrismo coerente e profundo enforma uma espécie de «Ontocentrismo»: para a Vida, cada  ser-acontecer é-já-sempre em si mesmo, como se apresenta, singular, insubstituível, considerável e importante. O Biocentrismo convida, também, o assumir de uma outra noção de Liberdade: a grande liberdade positiva e aditiva, que respeita a liberdade de todo e cada um dos seres vivos concretos e individuais da biosfera viva, e, jamais, a pequena «liberdade» negativa e subtrativa do Homem ser Nada da Natureza e da Vida, à custa e apesar dos «outros» seres vivos.

-Só o Biocentrismo poderá libertar o ser humano do peso de se considerar o centro auto-mistificado do Universo, reconciliando-o como sólido nó, leve, livre e feliz, na teia da Vida.

CONSIDERAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE O BIOCENTRISMO

Apesar de ainda polêmica, a idéia não é de modo algum nova. Desde os filósofos gregos antigos até os nomes mais reconhecidos da ciência moderna, como o do astrônomo Camille Flammarion (1842-1925) e Charles Richet (1850-1935), Prêmio Nobel de Medicina em 1913, passando por pesquisadores como os já citados Ian Stevenson e do brasileiro Hernani Guimarães Andrade, e, mais recentemente, com nomes como o do astrofísico escocês Archie Roy (1924-2012) e do  biológo britânico Rupert Sheldrake, que se teoriza, a partir de evidências, que a vida e, portanto, a consciência humana possam não apenas sobreviver ao corpo, mas ainda determinar  o processo de sua embriogênese, atuando sobre o material genético, e a sua morfologia. Tudo isso sendo  discutido e amparado em uma série de evidências científicas(evidências, bem entendido, já que muita gente dentro do establishment científico, modelado no velho paradigma mecanicista-positivista, ainda resiste a considerá-las provas), como as atualmente apresentadas pelos médicos Sam Parnia, na Inglaterra, e Van Lommel, na Holanda, sobre as experiências clínicas de pacientes que tiveram experiências de quase morte.

Dentro do rígido mundo acadêmico e laboratorial, é o Dr. Robert Lanza quem afirma que o atual nível de avanço da ciência permite dirimir práticamente qualquer dúvida sobre esta questão. Para ele, o quadro atual da ciência possibilita afirmar, que a vida continua para além da morte física e, mais que isso, essa vida consciente se aperfeiçoa com o tempo, voltando a viver em outros corpos (reencarnação), e atuando entre uma vida e outra em dimensões para além da nossa.Os estudos de Lanza ,unem ou estabelece pontes de comunicação que vai da Física Avançada para a Psicologia e Biologia de ponta e o levaram a formular sua teoria ou princípio do Biocentrismo. Nesta, é a consciência (ou algo bem parecido com a noção de um espírito consciente) que é o elemento mais fundamental no universo, ou seja, é a consciência o elemento que rege e estabelece a composição do universo, e não o inverso como o modelo mecanicista convencional costuma estabelecer…. Costuma estabelecer e reduzir, metafísicamente e á priori, de conformidade com o modelo mecanicista, interpretando a consciência como se esta fosse um mero epifenômeno secundário e sem muita importância da matéria (visão materialista-reducionista). 

As afirmações de Lanza podem parecer polêmicas, ousadas ou até mesmo temerárias, mas estão longe de serem frutos de uma mente excêntrica que deseje polemizar para obter notoriedade. Ao contrário, são baseadas em evidências, portanto, fatos, bem estabelecidos e pesquisados que agora ele tenta explicar numa teoria coerente, denominada biocêntrica.

OS DEFENSORES DA IDÉIA 

Vale lembrar que no curriculo do autor, anos atrás, ele pesquisou em áreas da Psicologia com ninguém menos que o pai do Behaviorismo radical, B. F. Skinner, e com grandes nomes da biologia, bioquímica e biofísica, tendo artigos publicados nas revistas mais difícies e conceituadas, como a Science. Portanto, suas colocações não são resultados de uma mente sonhadora ou ingênua e, apesar da resistência inevitável, com críticas pesadas mas nem sempre equilibradas dos colegas embebidos do paradigma mecanicista, obteve a simpatia ou mesmo o discreto apoio de outros lumiares da ciência contemporânea, como o do médico e Prêmio Nobel, Dr. Edward Donnal Thomas, que saiu em defesa de Lanza na revista Forbes em 2007, ou do físico Lawrence Krauss, que considera as idéias de Lanza científicamente interessantes embora, para ele, dificies de serem testadas – mas se levarmos em conta as pesquisas de Banerjee, Stevenson, Dean Radin, Charles Tart e H. G. Andrade, entre outros, possíveis de serem feitas.

Lanza, se aproxima muito de autores e teóricos avançados da Física, Filosofia, Biologia e Psicologia como David Bohm, James Lovelock, Jan Smuts, Ludwig von Bertalanffy, Maturana, Varela, Carl Gustav Jung, Stanislav Grof, Leonardo Boff e Fritjof Capra ao afirmar que existe uma lógica inteligente para a estrutura do universo, onde as leis, forças e constantes variações parecem equilibradas para se afinarem com a vida, o que permite sua eclosão e manifestação em um histórico de complexificação crescente, manifestação e desenvolvimento, ou seja, há uma forte evidência de coesão e regência nas leis da natureza, o que implica que na ação de uma inteligência modeladora subjacente a este quadro (a matéria em si não demonstraria sinais de consciência). Esta mesma idéia já foi aventada por grandes nomes da física moderna, como Niels Bohr, Werner Heisenberg, Wolfgang Pauli, Erwin Schrödinger e, mais dúbiamente, Albert Einstein (veja-se, sobre isso, os livros de Fritjof Capra, em especial O Tao da Física e O Ponto de Mutação), mas quase nunca foi devidamente considerada pelo establishment científico oficial.

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OS CONCEITOS DE ESPAÇO-TEMPO DO  DR LANZA

Ciente das pesquisas de cientistas como Fred Alan Wolf e David Bohm, Lanza deles também se aproximam ao afirmar também que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas existentes por si, mas sim ferramentas relativas, adaptadas ao nível de nosso entendimento animal, interpretação de nossa mente em determinado estado de consciência. Lanza vai mais além, afirmando que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem. Neste ponto, a teoria de Lanza é bem próxima do modelo tetradimensional da psique, ou espírito, de Hernani Guimarães Andrade ( deste autor, os livros Morte, Renascimento, Evolução e Psi Quântico) e se aproxima do pensamento teórico do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961).

Robert Lanza, portanto, estabelece uma trama relacional abrangente unindo os fios da Biologia, da Física e da Psicologia. O quadro teórico resultante resgata as noções da Metapsíquica de Charles Richet, Gustave Geley e Frederic Myers. Afirma ele que o Biocentrismo dá sentido à ideia bastante ventilada nos últimos trinta anos, no complexo meio da Física teórica, de múltiplos universos, evocando a noção de que é possível a existência da consciência em “outros mundos” (o modelo tetradimensional  também afirma isso, o que também é validado pelas pesquisas de Stanislav Grof).

Neste quadro, como já intuiam, na Física, Bohr, Pauli, Schrodinger e Bohm, na Biologia, com Maturana, Varela, e na Psicologia, William James, Carl Jung e Stanislav Grof, a consciência desempenha um papel que a ciência dita exata começa a levar em consideração. Sendo assim, segundo Lanza, a morte seria uma mera ilusão criada pela mente restringida pelos sentidos, adaptados a um mundo material limitado e difícil de se lidar a três dimensões, mas que demonstra possuir uma capacidade criativa e intuitiva que ultrapassa estes limites pois, a vida, para Robert Lanza, transcende a linearidade banal aceita pelo modelo cartesiano-newtoniano da ciência clássica e ao qual estamos acostumados. Segundo ele, a noção aceita de morte é uma interpretação errônea, ou melhor, uma crença culturalmente compartilhada, baseada numa metafísica materialista que ainda desconsidera os achados da Psicologia e da Física de ponta. Capacidades aparentemente anômalas, como a percepção extra-sensorial, a precognição, etc., seriam indícios de que a mente superaria, em certos momentos e em condições ainda pouco compreendidas (Richet, Jung, Rhine, Readin, Tart, Grof, Andrade) os limites do universo físico ao qual estamos familiarizados.

(nota pessoal;Lanza, em sua visão transdisciplinar (Morin, Capra) e transpessoal (Grof), também resgata as contribuições de pensadores como Pierre Teilhard de Chardin e Pietro Ubaldi, embora não se possa saber ao certo até onde o pesquisador estudou – se de fato estudou – tais autores. Seja como for, a mesma ideia geral, o chamado Princípio Antrópico Cosmológico tão presente no pensamento destes, também se expressa no Biocentrismo de Lanza, ou seja, de que a vida e a nossa existência humana são emergências esperadas, não o fruto do acaso, pelo contrário, sendo fenômenos inevitáveis).

A vida e a consciência, por sua vez, criariam a realidade biológica e esta transformaria o mundo  (hipótese Gaia, de James Lovelock), sem a noção linear, reducionista, simplificadora e limitante que adotamos nos últimos trezentos anos. A morte apenas existe como conceito cultural, ensinado pelas gerações a partir de uma visão limitadora da realidade, e, portanto, não pode “existir em qualquer sentido real”. 

EXEMPLIFICANDO A TEORIA DA VIDA APÓS A MORTE 

 Uma vida que cumpre seu ciclo é a manifestação temporal da consciência que continua a existir em outras realidade dimensionais, e mesmo podendo voltar a esta dimensão para um novo ciclo de desenvolvimento pessoal, ajudando, igualmente, no desenvolvimento coletivo. A vida física individual seria um mera emergência temporal, um fragmento na realidade restritiva a que estamos acostumados, mas que a supera e que, por sua vez, daria simplesmente um novo recomeçar quando morremos, para novas possibilidades. O contrário de morrer não é, portanto, viver, mas nascer. A vida simplesmente é e se manifesta temporalmente, na matéria, dentro dos limites do nascer e do morrer e, portanto, transcende – como sentimos intuitivamente – o tempo cronológico. Não se trata de um tempo, passado, presente e futuro – aqui, sem a nossa consciência, espaço e tempo não tem valor algum, desta forma, quando morremos, a nossa mente não poderia deixar de existir, pois ela faria parte do universo, assim, ao menos uma parte fundamental da mente individual pode ser imortal, como, aliás, é dito por quase todas as tradições religiosas e filosóficos do mundo inteiro.
Na teoria dos multi-versos, há uma possibilidade de um número indefinido de dimensões, ou de lugares ou de outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo, e ainda assim interagir e voltar à dimensão física.Mas será que o espírito/alma/consciência existe de modo independente? Outros cientistas reconhecidos formularam alguma teoria ou hipótese de trabalho que dê sustentação a isso? A resposta é afirmativa.
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Teorias corroboradas pelo Dr Stuart Hameroff 

Embora polêmicas diante do domínio do paradigma mecanicista, existem teorias de trabalho construídas por vários cientistas que dão suporte à idéia da vida consciente após a morte. Para o Dr. Stuart Hameroff, por exemplo, uma experiência de quase morte, EQM – aquela em que o paciente vê o próprio corpo e as tentativas da equipe médica de o ressuscitar -, acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dirige ao espaço. Apesar de ser apenas um modelo, é um modelo que enfrenta o paradigma dominante já que, ao contrário do que defendem os materialistas, a teoria de Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais sobre um fenômeno que já é reconhecido como ocorrente desde que o médico Dr. Raymond Mood publicou seu clássico livro sobre EQM, Vida depois da Vida, em 1975 (veja o vídeo ao final deste artigo).

A consciência interagiria ou se utilizaria, de acordo com o modelo teórico de Hameroff e do físico britânico Sir Roger Penrose, dos microtúbulos das células cerebrais,  que poderiam ser os sítios primários de processamento quântico da mente. Após a morte esta singularidade informacional, que é a consciência é liberada de seu corpo, o que significa que a mente e seu histórico vai com ele para algum outro lugar ou dimensão.

LEIA MAIS;os-cientistas-da-nova-era-dr-stuart-hameroff-e-sir-roger-penrose-teoria-orch-or-ou-reducao-objetiva-orquestrada-vigesima-sexta-parte/”

A Consciência, ou pelo menos a proto consciência, é teorizada por quase todo os autores aqui citados como a propriedade fundamental do universo, possivelmente presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. Nos dizeres de Lanza, baseado em Hameroff e Penrose,“em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.” (veja-se o video abaixo, ao final deste texto).

Esta interpretação quântica da consciência, é trabalhada por Lanza e explica diversos fenômenos, como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a qualquer ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possívelmente, até mesmo outro universo.

Biocentrismo – Robert Lanza – Cientistas Comprovam a Reencarnação Humana-legendado em portugues

A EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA DA VIDA APÓS A MORTE

Falando em termos puramente empíricos,por mais que pareçam aparentemente áridas, estas são explicações que dão uma explicação, talvez ainda a ser aprimorada da ciência, para a possibilidade de vida após a morte. Elas dizem que nossas consciências (ou espíritos) são consequências da própria estrutura do universo e pode ter existido, em estágios diferenciados de desenvolvimento, já desde o início dos tempos. (nota pessoal;Nossos cérebros, assim, não produzem a consciência, servindo apenas, usando uma analogia aproximativa, ou metáfora, como “meros receptores e amplificadores” para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, como parece indicar aspectos como tempo psicológico, PES, EQM, memória extra-cerebral de crianças que lembram espontâneamente de vidas anteriores, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico).

3O MODELO BIOCÊNTRICO DE LANZA

A possibilidade de que nossa consciência pessoal seja uma centelha diferenciada e em evolução de uma realidade em si mesmo, fundamentalmente consciencial e que dá origem às diferentes facetas da realidade e que nós mesmos, assim, somos imortais e que podemos reencarnar, é a consequencia lógica de alguns princípios estabelecidos pelo modelo biocêntrico de Robert Lanza. Estes princípios são:

1. O espaço e o tempo não são realidades absolutas independentes de consciências-observadoras, portanto, a realidade “externa” seria um processo de percepção (interpretação) e de criação da consciência.

2. As nossas percepções externas e internas estão ligadas, de forma profunda, não podendo se divorciar uma da outra.

3. O comportamento das partículas subatômicas está ligado com a presença de um observador consciente. Sem esta presença, as partículas existem, no melhor dos casos, em um estado indeterminado de probabilidade de onda.

4.  Sem consciência a matéria permanece em um estado indeterminado de probabilidade. A consciência precede o universo.

5. A vida cria o universo, e não o contrário, como estabelecido pela ciência tradicional.

6. O tempo não tem real existência fora da percepção humana.

7. O espaço, assim como o tempo, não é um objeto. O espaço é uma forma de compreensão e não existe por conta própria.

 Robert Lanza, defende que a morte não é real

Uma “nova teoria do Universo”, que propõe a utilização de todos os conhecimentos que a humanidade adquiriu nos últimos séculos. A partir dessa perspectiva e com essas ferramentas, Lanza deu uma nova resposta à pergunta primordial sobre a morte: para o biocentrismo, esta é uma ilusão, já que é a vida que cria o universo e não o contrário. Dado que o espaço e o tempo não existem de forma linear, a morte não pode existir em seu “sentido real” – seria apenas uma ilusão da consciência. E é a consciência que, segundo Lanza, conecta a vida ao corpo biológico.A prova estaria nos experimentos de física quântica, que demonstram que a matéria e a energia podem se revelar com características de ondas ou de partículas na percepção e na consciência de uma pessoa. Acrescentando-se a teoria de que existe uma infinidade de universos com diferentes variações que acontecem ao mesmo tempo, o biocentrismo comprova que tudo o que pode acontecer está ocorrendo em algum ponto do multiverso, ou seja, a morte não pode existir em “nenhum sentido real”.Alguns cientistas importantes fizeram coro à teoria de Lanza, como Ronald Green, diretor do Instituto de Ética da Universidade de Dartmouth, que afirma que pensar a consciência de um ponto de vista quântico é coerente com as últimas descobertas da biologia e da neurociência sobre as estruturas da mente e da vida humana.Um livro publicado pelo cientista Robert Lanza, abre novas perspectivas sobre nossa noção de vida e morte. Sua obra, chamada “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo”, sugere que a vida não acaba quando o corpo morre e poderia durar para sempre.

UM UNIVERSO CONSPIRATÓRIO

Lanza acredita que o Universo parece conspirar para a existência da vida, o que significaria que a inteligência seria anterior ao Universo. Desta maneira, sua teoria sugere que não há morte da consciência. O “há” é apenas a morte do corpo, que seria um veículo físico desta consciência, que existe fora das restrições de tempo e espaço. Para adicionar mais ingredientes à polêmica teoria, Lanza, assim como vários pesquisadores, acredita que múltiplos universos (multi-universo) podem existir simultâneamente. Desta forma, o corpo poderia estar morto em um universo e continuar a existir em outro, absorvendo essa suposta consciência migratória. A consciência, ou pelo menos proto- consciência, é teorizada por este grupo de pesquisadores como propriedade fundamental do Universo. “Em uma dessas experiências conscientes, comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”, diz Lanza.De acordo com cientistas que pesquisam o assunto, as informações quânticas de nossa consciência estariam armazenadas em microtúbulos do nosso corpo. Quando morremos, esta informação não é destruída, mas distribuída e dissipada pelo Universo, ou em vários deles.

Biocentrismo – Robert Lanza-legendado em portugues

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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

Na concepção dualista além do mundo material (composto da matéria e do éter  que deu origem à matéria) o Universo é também constituído por um outro éter, de informação. No atual estágio, estamos descobrindo as leis que regem o comportamento do mundo material ; De qualquer forma, no mundo material todas as leis se submetem ao princípio de causa e efeito. A matéria é corpuscular, e não tem propriedade dual, mas a matéria pode se converter em éter físico, e vice-versa, através da equação E=mc2 de Einstein. Quanto ao éter de informação,ainda desconhecemos  as leis que regem seu comportamento. Ele é responsável por criações fantásticas como a estrutura do DNA e órgãos complexos como o cérebro e o olho, e sem sua interação com o mundo material, a vida nunca apareceria no Universo nem evoluiria até chegar à forma de um ser humano (cálculos matemáticos já demonstraram que é impossível que a vida seja conseqüência de ocorrências aleatórias, como defende a ciência vigente, desde que os cálculos de probabilidade já demonstram que a própria estrutura do DNA nunca seria obtida se fosse produto do mero acaso). Nesse éter de informação estaria a sede da consciência, e sua interação com o mundo material produziria os fenômenos paranormais. Essa é a concepção que irá no futuro substituir as atuais concepções, depois que a própria Física Quântica for superada por uma nova teoria.Lanza vem trazer mais uma luz aos mistérios tanto do físico humanóide(orgânico), com suas pesquisas sobre células-tronco, como provas mais concretas científicas da vida após a morte;Muitos de nós têm uma falsa concepção de como é a vida nas Dimensões Superiores. Os reinos superiores não são um ambiente nebuloso e sem substância, e nos parecem que não  diferem do nosso meio físico terreno. Todavia, conforme vamos evoluindo com o passar do tempo,perceberemos que há muitas diferenças. Quando fizermos a passagem, teremos forma e substância. Sim, a nossa forma será mais refinada e não tão sólida como acontece no ambiente de terceira e quarta dimensões, mas  ainda sentiremos algo sólidos e tudo ao nosso redor terá forma e ordem igualmente. O nível em que estivermos sintonizados ou forem compatíveis, vai determinar quão conscientes vocês estão, e as capacidades que terão, também, como o nosso ambiente circundante, parecerá; as frequências que projetarmos ou com as quais ressoarmos, vão determinar em que dimensão ou em que nível dimensional do sub-plano nós iremos/estaremos, e também que nível de informação cósmica seremos capazes de acessar. Também é importante que possamos compreender que as regras mudam à medida que o processo de evolução se movimenta em espiral para o próximo nível.Consideremos cada teste e desafio como uma oportunidade para liberar os pensamentos ultrapassados e os padrões vibracionais que não servem mais ao nosso bem maior.;Observemos as experiências da nossa vida através dos filtros de nossa Mente e Coração , conforme nós atraímos as Partículas de Vida do Criador/Plenum Cósmico/Deus e vamos fundi-las com a nossa energia do Amor, antes de irradiá-las em direção ao mundo e à humanidade. Estamos todos nesta dança cósmica da evolução, e juntos, prevaleceremos.

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

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LEIA MAIS;
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Bibliografia para consulta

Biocentrism: How life and consciousness are the keys to understanding the true nature of the universe.
LANZA, Robert Paul &  BERMAN, Bob
 Essentials of Stem Cell Biology
 Robert Paul Lanza
Principles of Tissue Enginneering
Robert Paul Lanza

Nota:Biblioteca Virtual

Divulgação: A Luz é Invencível

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Equipe da “Luz é Invencível”

 

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6 comentários em “OS CIENTISTAS DA NOVA ERA-Robert Lanza-O Biocentrismo Quântico-Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do universo-vigésima oitava parte

  1. Gostei demais desse site ! Salvei nos meus favoritos

    Essa hipótese do Robert Lanza se parece com o “deus de Spinoza” que seria uma hipótese panteísta (deus é o universo), com algumas variações, claro

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    • Olá Sr Fabiano

      Obrigado pelo comentário e pela presença

      “Deus” é apenas uma palavra. Se nós o definirmos, mesmo inconscientemente, como algo que não pode existir no nosso universo, vamos banir a idéia de Deus da nossa realidade e jogar fora toda possibilidade de incorporar uma potente metáfora espiritual em um panorama verdadeiramente coerente. Mas, se levarmos a sério os confiáveis — e, então, inestimáveis — conhecimentos científicos e históricos, que agora possuímos, nós podemos redefinir um Deus de uma forma radicalmente nova e poderosa que expande o nosso pensamento e poderia ajudar a nos motivar e nos unir na Nova Era que a humanidade está adentrando.

      Deus tem de fazer parte de nossa compreensão do universo?Não,ninguém pode ter a pretensão de estar totalmente ciente do que o universo significa,nem pela ciência, nem pela filosofia,muito menos pela religião.Se o homem não se conhece,nem tem certeza da sua relação consigo mesmo,como ter /saber o que significa esta Criação que se supõe feita por um Ser ou uma Força/ energia que nosso cérebro/mente não tem a capacidade de medir? O religare é evolutivo,pois os propósitos e os significados se alteram com a evolução da consciência,então,religião/crença tem um valor só para a criatura,mas não para o Criador;portanto,uma criatura desperta não tem religião,ela só exerce um “religare” constante,cada vez mais significativo em termos evolutivos,mas não para o Criador,pois para ELE ela É,nada mais,nada menos.

      Robert Lanza vem trazer uma nova luz, com novas redefinições de antigos paradigmas, coisa que todos os cientistas da Nova Era estão fazendo, ajudando a clarear horizontes, nos preparando para a Nova Terra que queremos construir.

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

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  2. Pingback: Os Cientistas da Nova Era – Robert Lanza – O Biocentrismo Quântico – Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do universo – 28ª Parte – 29.12.2015 | Senhora de Sírius

  3. Pingback: OS CIENTISTAS DA NOVA ERA-Robert Lanza-O Biocentrismo Quântico-Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do universo-vigésima oitava parte | dilsondosanjosdaluzinvencivel

  4. Prezados, quero parabenizá-los pelo conteúdo da página. Muito bom! Venho aqui todo dia com grande expectativa do que terão como novidade. Vcs conseguem afinar muito bem o conteúdo, digamos, espiritualista com o que temos de novidades em conhecimentos científicos. A matéria sobre Lanza e o Biocentrismo está muito boa! Só uma dúvida? De onde vcs tiram o conteúdo? É tradução de alguns locais ou vcs produzem e pesquisam tudo, de diferentes fontes?
    Gratidão pelo trabalho de vcs e parabéns.

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    • Olá Sr Fabiano

      Obrigado pelo comentário e pela presença nos prestigiando.Seja bem vindo

      Primeiramente , nós da Equipe da Luz é Invencível agradecemos as palavras de incentivo ao nosso trabalho.Nosso objetivo é exatamente esse; acreditamos em uma espiritualidade científica, ou uma ciência espiritualizada, como preferir; sempre pautamos pelos trabalhos embasados em pesquisas sérias, que vamos buscar no próprio site do autor/pesquisador, traduzindo seus artigos e conferências, na própria obra dele, cujos links sempre constam da bibliografia e adendos, corroborando com opiniões de outros cientistas e pesquisadores sobre o tema.

      Acompanhe a série dos Cientistas da Nova Era, cujos assuntos são dos mais variados, completam a visão de mundo novo pelo qual todos estamos lutando, colaborando e esperando “esperançosamente” para ver realizado.

      Fique sempre á vontade para dar suas opiniões e sugestões, que nos ajudam a realizar este trabalho cada vez melhor.

      Muitas vibrações positivas da Equipe da Luz é Invencível

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